segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Boas Festas





"O Natal começou no coração de Deus. Só está completo quando alcançar o coração do homem." (Autor desconhecido)

Evangelho de São Lucas (parte II)


Caminho até Jerusalém (9,51-19,28)

«Como estavam a chegar os dias de ser levado deste mundo, Jesus dirigiu-se resolutamente para Jerusalém e enviou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram numa povoação de samaritanos, a fim de lhe prepararem hospedagem» (9,51-56), mas eles não o recebem. Os dicipulos dizem que vão seguir Jesus até onde ele for, mas Jesus considera-se o Filho do Homem, que nem tem onde reclinar a cabeça. Porém, alguns discipulos põem exigências para seguir Jesus, mas Jesus afirma a urgência do anúncio do Reino de Deus (9,57-62) e, assim, manda em missão setenta e dois discípulos com esta missão (10,1-16). Após o anuncio, os discípulos e falam do sucesso da missão (10, 17-20). Jesus agradece ao Pai, Senhor do Céu e da Terra, pelo sucesso da missão e faz a sua revelão de Filho de Deus (10,21-24).
Jesus, questionado sobre como obter a vida eterna por um doutor da lei, responde «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo». Neste contexto, Jesus ilustra a resposta com o exemplo da parábola do bom samaritano (10,25-37).
A oração do Pai-nosso é ensinada por Jesus aos discípulos que não sabiam orar (11,1-4). A parábola do amigo importuno que chega a meio da noite serve para ilustrar o poder da oração (11,5-13). 

Jesus expulsa demónios (11,14-26) para que todos vejam que o Reino de Deus já chegou. Jesus fala das seduções malignas e fala da importância de estar unido a ele, pois «quem não está comigo está contra mim, e quem não junta comigo, dispersa».
Do meio da multidão uma mulher grita: «Felizes as entranhas que te trouxeram e os seios que te amamentaram!», mas Jesus reforça, nomanevente, o que já anteiormente afirmará: «Felizes, antes, os que escutam a Palavra de Deus e a põem em prática.»

Jesus condena a multidão («geração perversa»), que só pedem sinais, milagres e curas (11,29-32). Jesus faz uma repreensão aos fariseus, que só cuidam do exterior («Aquele que fez o exterior não fez também o interior?») e aos doutores da Lei, que matam os profetas. Eles, a partir deste momento, vão começar a pressionar Jesus «com perguntas, a fazê-lo falar sobre muitos assuntos, armar-lhe ciladas e procurar alguma palavra para o acusarem» (11, 37-53).
 Jesus dá conselhos aos discípulos para: não imitarem os fariseus, que são hipócritas (12,1-12); não se levarem pela ganância e ilustra com a parábola do rico ganancioso (12,13-21); confiarem totalmente na providência divina 12,22-34); estarem vigilantes (12,35-48) e narra a parábola do Senhor, que está a espera so seu Senhor para lhe abrir a porta, e do admistrador, que não sabe admistrar o bens do seu Senhor;  as divisões familiares, por causa da não aceitação da mensagem de Jesus (12,49-53); sinais do tempo presente (12,54-59).

Jesus exorta ao arrependimento (13,1-9), ensina na sinagoga faz cura, no dia de sábado, de uma mulher possessa, que se encontravacurvada (13,10-17). O chefe da sinagoga crítica Jesus por curar num sádabo, mas Jesus crítica a maneira como ele vive o sábado e sublinha a importância da cura, contando as parábolas do fermento, da semente do grão de mostarda e da porta estreita (13,18-21), que mostram a grandeza do Reino de Deus. Porém, todos adversários de Jesus ficaram envergonhados e a multidão alegrava-se com todas as maravilhas que Ele realizava.
Jesus afirma que um profeta não pode morrer «fora de Jerusalém» (13,31-33) e caminha rumo a Jerusalém… Ele comove-se ao recordar da destruição de Jerusalém (13,34-35). Num Sábado, na casa de um fariseu, Jesus aceita o convite para uma refeição, mas começa a curar um hidrópico (14,1-6); criticar os que escolhem os primeiros lugares nas refeições (14,7-11); falar sobre a escolha dos convidados (14,12-14); e conta a parabóla dos convidados, que não apareceram para o banquete (14,15-24).
Jesus Cristo exige a renúncia de tudo, para poder ser discípulo de Jesus (14,25-35). Certo dia, aproximavam-se de Jesus os cobradores de impostos e pecadores para o ouvirem e também os fariseus e os doutores da Lei que diziam entre si que Jesus come com pecadores. Jesus propôs-lhes, então, um conjunto de parábolas: da ovelha perdida (15,3-7); da moeda perdida (15,8-10). do Filho Pródigo, (15,11-32); do admistrador astuto (16,1-9); das riquezas (16,10-18); de Lázaro (16,19-31). Todas estas parábolas falam da misericórdia de Deus para com os mais pobres.
O escândalo é algo que os discípulos têm de superar, optar pelo perdão do outro (17,1-4) e confiarem na audácia da fé (17,5-6). Para clarificar isto, Jesus narra a parábola do servo bom (17,7-10), que é um srvo que está sempre vigilante e é fiel, e cura dez leprosos (17,11-19), que demonstra a força da fé («a tua fé te salvou»). É preciso descubrir a preseça do Reino de Deus, que está entre vós (17,20-21) e, também, do Filho do Homem (17,22-37)
Há um grande apelo a orção no Evangelho de Lucas. Jesus conta as parábolas do juiz e da viúva (18,1-8) e do fariseu e do cobrardor que rezam no templo (18,9-14), provando, assim, a necessidade de orar sempre, sem desfalecer.
Jesus Cristo diz que o Reino de Deus deve ser acolhido com a simplicidade de uma criança (18,15-17) e, novamente, apela a renúncia dos bens do homem rico para o poder seguir (18,18-27) e, na vida eterna ter uma recompensa (18,28-30).
Pela terceira vez, em Jerusalém, Jesus anúncia a sua Paixão e os discípulos continuam sempre sem entender (18,31-34).
Antes de chegar a Jericó, Jesus encontra um cego, que chama Jesus de Filho de David e implora a sua misericórdia para que possa recuperar a vista (18,35-43). Em Jericó, Jesus faz-se de convidado para comer com Zaqueu, chefe de cobradores de impostos (19,1-10). Jesus Cristo afirma que é o «Filho do Homem veio que procura salvar o que estava perdido». Ilustrando, usa o exemplo da parábola das minas (19,11-28).

 Minstério de Jesus em Jerusalém (19,29-21,38)
 Jesus entra em Jerusalém em cima de um jumentinho e é aclamado como um rei («Bendito seja o Rei que vem em nome do Senhor! »). No simples olhar para Jerualém Jesus chora (19,41-44) e quando chega ao templo expulsa os vendedores (19,45-48).
No templo, Jesus ensina e anunciava a Boa-Nova, mas é questionado pelos os sumos sacerdotes, os doutores da Lei e os anciãos sobre a autoridade que Jesus tem e quem foi que lhe deu (20,1-8). Jesus conta a parábola dos vinhateiros assassinos (20,9-19) e os doutores da Lei e os sumos sacerdotes identificam-se coma as personagens e procuravam deitar-lhe a mão, todavia tiveram receio do povo e mandam espiões para o entregarem ao poder e à jurisdição do governador romano. Os espiões laçam a questão se é lícito ou não pagar imposto a César? (20,20-26) Jesus responde e todos ficam calados. Após os espiões, chegam os saduceus, que negavam a ressurreição e interrogaram-no, mas com a resposta de Jesus todos ficam sem palavras (20,27-40).
Jesus fala sobre o Filho de David e Móises (20,41-44) e manda a multidão ter cuidado com os doutores da lei, que enganavam as pessoas (20,45-47), que querem ser o primeiro em tudo, mas Jesus dá o exemplo da viúva pobre, que confia no Senhor e deita o que tudo para viver (21,1-4).
Jesus anuncia os sinais que vão acontecer: a destruição do templo (21,5); Tempo de angústia e perseguição (21,8-19); a ruína de Jerusalém e a vinda do Filho do homem (21,20-27); Sinais do reino de Deus que se aproximm (21, 29-33); necessidade da vigilância (21,34-36). Todo o povo acorre ao templo para irem ter com Jesus para o escutar (21,38).

Morte e Ressurreição (22,1-2)

Perto da festa dos Ázimos, chamada Páscoa, os sumos sacerdotes e doutores da Lei procuravam maneira de fazerem desaparecer Jesus, mas temiam o povo (22,1-2). Judas concorda em prender Jesus por dinheiro e sem a multidão saber. Os apóstolos preparam o dia dos Ázimos ou ceia pascal (22,7-13), Jesus, junto à mesa, institui a Eucaristia (22,14-20), anuncia a existencia de um traidor (22,21-22), os apóstolos discutem a primazia (22,24-30) e a anuncia as negações de Pedro (22,31-34). Depois da ceia, Jesus e os apóstolos vão para o monte das Oliveiras orar, só que entretanto Jesus é preso. Os discípulos abandonam Jesus (22, 54-62 - negações de Perdo). Jesus é maltratado, julgado no tribunal judaico (22,66-71) pelos três títulos cristologicos (Messias, Filho de Deus e Filho de David), enviado para o governador romano, Pilatos, que o consiedra inocente (23,1-5) e envia-o a Herodes (23,6-12), que depois reenvia-o de novo a Pilatos, governador romano, que o condena em vez de Barrabás (23,13-25). 
Depois da condenação, Jesus caminha rumo ao Cálvario (23,26-32), onde será crucificado (23,33-46) e glorificação pelo centurião (23,47-49). As mulheres vão até a sepultura (23,50-56) ungir o corpo com perfume, mas encontram-o vazio (24,1-11) e vão anunciar aos discípulos o que viram. Cristo ressuscitado aparade no caminho de emaús aos dois discipulos (24,13-35), aos apóstolos (24,36-43). No fim do Evangelho recebem as últimas instruções (24,44-49), prometendo assistência do Espírito Santo (força do alto) e, por fim, eleva-se aos céus. (24,50-53)



Evangelho de São Lucas (parte I)


Evangelho de São Lucas

Leitura Global

Introdução

Lucas começa o Evangelho com uma curta introdução (1,1-4) e indica o local onde se fundou para escrever o Evangelho, os motivos da escrita e o destinatário, Teófilo.

Origem de João Baptista e de Jesus (1,5 -2,52)

Lucas, depois da introdução, abre o evangelho com a anunciação pelo anjo do nascimento de João Baptista a Zacarias (1,5-25), precursor de Jesus. Zacarias, incrédulo, desconfia da mensagem do anjo. Por outro lado, Maria, virgem desposada com um homem chamado José, confia na mensagem do anjo e aceita ser a mãe do Filho do Altissimo, que terá o nome de Jesus (1, 26-38). Maria, grávida de Jesus, vai até a casa de sua prima Isabel. Isabel saúda-a e Maria faz o mesmo (1,39-56). Nasce João Baptista, Zacarias recuperá a fala, que dá o nome ao filho e depois louva ao Senhor (1,57-80). Entretanto, numa manjedoura, nasce Jesus (2,1-7) e os pastores são visitados por um anjos, que os convida a visitar o Messias, Salvador. Eles foram e, depois, no regresso, louvam e glorificaram a Deus (2,8-20). Jesus vai ao templo e encontra-se com Simão, homem justo e piedoso, que aclama Jesus Cristo como a Luz para se revelar às nações (2, 21-40). Por alturas da Páscoa, Maria, José e Jesus vão ao templo e Jesus perde-se entre os doutores, que o ouvem e a fazerem perguntas (2,41-52). Contudo, Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens (2, 52).

João Baptista prepara a chegada de Jesus (3,1-4,13)

João Baptista começou a percorrer toda a região do Jordão, pregando um baptismo de penitência para remissão dos pecados (3,1-17). As multidões acorriam para serem baptizadas por ele. Ele anuncia a chegada de alguém mais forte do que ele (3,16). João é preso por Herodes por o censurar (3,18-20).
Jesus deixa-se baptizar por João e depois do Baptismo uma voz vinda do ceú confirma a filiação divina de Jesus (3,21-22). Lucas escreve uma geneologia da história de Jesus (3,23-38) e narra as três tentações, que o diabo elabora para Jesus (4,1-13).

Jesus na Galileia (4,14-9,50)

Cristo, após abandonar o deserto, ensina nas sinagogas e começa a ter muita fama. Na sinagoga, após ler o livro Isaias, assume-se como alguém que possui o Espírito do Senhor (4,14-30). Na sinagoga de Cafarnaum (4,31-37), a multidão estava maravilhada com o seu ensino, porque falava com autoridade. Jesus, após negar fazer curas em Nazaré, exorciza um possesso; na casa de Simão, cura a sogra de Simão (4,38-39); e cura doentes, com diversas enfermidades (4,40-41). As multidões começam a seguir Jesus, mas ele retira-se para um lugar solitário e depois parte para a Judeia (4,42-44).
Em Genesaré, Jesus entra no barco de Simão para ensinar a multidão e, depois, opera um milagre da pesca adundante. Perante o milagre, Jesus convia-os para o seguirem e, depois de terem reconduzido os barcos para terra, deixaram tudo e seguiram Jesus (5,1-11). Jesus começa a fazer curas (5,12-16 - Cura de um leproso; 5,17-26 - Cura do paralítico). A multidão grita de alegriaa «Hoje vimos maravilhas!» (5, 26) e a fama de Jesus espalhava-se cada vez mais, juntando-se grandes multidões para o ouvirem e para que os curasse dos seus males. Mas, Ele retirava-se para lugares solitários e aí se entregava à oração (5, 15-16).
Jesus olha para Levi, cobrador de impostos, e chama-o para o seguir ( 5,27-32). Surgem comparações entre os discípulos de Jesus e os de João Baptista sobre o jejum e a oração (5,33-35). Jesus, para o chamamento divino, recorre a primeira parábola do tecido velho e do novo (5, 36-38).
Num dia de sábado (6,1-11), os discípulos de Jesus apanham searas para comer e é confrontado pelos fariseus «Porque fazeis o que não é permitido fazer ao sábado?» (6,2). Jesus assume-se como «o Filho do Homem [que é o Senhor do sábado]» (6,5). Daí, Jesus continuar a curar  (6, 6-11), pois emanava dele uma força que a todos curava.
Jesus sobe ao monte e prodece a escolha dos Doze (6,12-19); ensina aos discípulos a importância que tem de olhar para aqueles que sofrem para aqueles pobres, que choram, que têm fome, etc… e amaldiçoa os ricos (6,20-26); ensina um conjunto de conselhos morais e sociais - «Amar os vossos inimigos» (6,27-38),  «não julgar os outros» (6,37-38), edificar a casa na rocha e não na areia (6,47-49). Para uma melhor compreensão Jesus recorre ao uso das parábolas do cego que guia outro cego (6,39-42) e da árvore e dos seus frutos (6,43-45).
Em Cafernaum, cura o servo do centurião romano, que estava quase morto (7,1-10) e em Naim ressucita um morto (7,11-17). Jesus tem poder de ressuscitar os mortos: «Jovem, Eu te ordeno: Levanta-te!» (7,14). Entretanto, Jesus, estando a curar os doentes, chegam um conjunto de discípulos de João, enviados por João, para perguntar se Jesus era aquele que «está para vir, ou se devemos esperar outro?». Jesus responde afirmamante e envia-os a joãoa para anunciar o que vem e ouvem (7,18-23). Jesus considera João Baptista um profeta, que preparaou a sua chegada (7,24-28). Porém, os dois são calunidados pelas suas missões de anunciar o reino de Deus (7,29-35).
Jesus come com os pecadores: fariseus e a mulher pecadora que unge os pés de Jesus. Ele faz o fariseu reflectir através da parábola do prestamista tinha dois devedores sobre o modo como acolheu Jesus (7, 41-42).
Juntamente com a multidão de todas as cidades, há um conjunto de mulheres (8,1-3), que seguem Jesus. Jesus instrui-os através da parábola do semeador, (8,4-8) que depois explica (8,9-15), da candeia que deve ilumina com a sua luz (8, 16-18). Depois disto, Jesus esclarece que a sua família são os que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática (8,19-21). Jesus continua a realizar milagres (a tempestade que se acalmou - 8,22-25) e curas (Cura do possesso de Gerasa - 8,26-39, da filha de Jairo e da mulher com uma hemorragia - 8,40-56). Tudos estes factos são anunciando por toda a cidade (8, 39), mas Jesus começa a pedir que não dissessem a ninguém o que tinha acontecido (8, 56).
Os doze recebem de Jesus poder e autoridade sobre todos os demónios e para curarem doenças. A sua missão é clara: «Jesus enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os doentes» (9,1-6). Herodes, depois de matar Jesus, começa a ter notícias sobre um tal de Jesus, que era a reencarnação de João (9,7-9). Os apóstolos retornam da missão que lhes foi confiada e Jesus, lugar afastado perto de Batsaida, alimenta cinco mil homens (9,9-17).
Pedro, em nome dos discípulos, afirma messianidade de Jesus (9-18-21) («Pedro tomou a palavra e respondeu: O Messias de Deus.»).  Então Jesus,  faz o primeiro anuncio da sua morte (9,21-22) e aslienta as condições para o seguir (9,23-27).
Jesus sobe a um monte para orar e leva consigo Pedro, João e Tiago. Jesus transfigura-se e de repente ouve-se uma voz que diz: «Este é o meu Filho predilecto. Escutai-o» (9,28-36). Depois de descer o monte, Jesus cura um menino epiléptico, que os discípulos não conseguiram (9,37-43). E, todos estavam maravilhados com a grandeza de Deus (9, 43).
Jesus faz o segundo anunciao de sua paixão (9,43-45), mas os discípulos não entendiam e, como tal, começam a discutir qual deles era o maior (9,46-48).

Isto é que foi trabalhar ao Domingo!! O dia mais concorrido deste blog!

Leitura de S.Lucas – Algumas notas

De um relato tão sonoro, rápido e saltante de Marcos, pela mais aberta e humana face de Deus em Mateus chegamos agora a Lucas.
A primeira conclusão vai em contradição com um dos posts que coloquei anteriormente. Afinal Mateus não é o maior escrito do NT, afinal é a “obra lucana”. Mais de ¼ do NT é preenchido pelos dois livros que formam a obra lucana (Evangelho de S. Lucas e Actos dos Apóstolos).
Entrando no texto um bocadinho, eu fique logo espantado pela forma “arrumada” como este Evangelho começa. Até encontramos uma dedicatória, que já em si é enigmática: Teófilo, será o seu patrocinador – um chefe romano pelo título de caríssimo?; será o leitor, “amante de Deus” (Teófilo)?. Também por esta intrudoção compreendemos que “o” hagiógrafo não procura que a sequência textual seja teológica ou cronológica (não abdicando delas claro), mas “só e apenas” lógica. Assim, parece querer mostrar da sua honestidade e fidelidade.
De repente muda a “music track ” (pista/facha de música) e começa o seu relato nos tempos pré Jesus com o anúncio do nascimento de João baptista. Parece que Lucas está colocar Jesus no seguimento da “história da salvação” – não é Ele que a começa, embora seja Ele que a recomece. Ainda o enquadramento parece ser pobre e humilde pelas figuras que nos são apresentadas… Ainda os cenários são tão pobres (o nascimento de Jesus, era difícil imaginar um contexto mais pobre, e quem vem visitar O MENINO, “pastores”?).
Seguindo os apontamentos, pareceu-me um evangelho cheio de alegria e louvor a Deus, vejam-se os cânticos de Maria e de Simeão – são hinos de completa e profunda revolução social.
Pareceu-me, também que é um Evangelho que procura identificar-se com as duas culturas perante as quais surge: hebraica e greco-romana. Porém, é uma identificação parcial pois oferece uma terceira via… Jesus.
Aliás o Jesus Lucano é Aquele que destrói esquemas e que deixa os seus interlocutores envolvidos pelo mistério. É um Jesus que não se contenta com uma ética de mínimos, mas que pede uma ética de máximos – aquela que se forma bem dentro dos nossos corações.

domingo, 20 de dezembro de 2009

O Evangelho de Lucas

Em poucas palavras chave podemos, em jeito impressionista, definir o Evangelho de Lucas. Encontro, Palavra, Mesa, Salvação, Presença de Deus.

Alguns relatos são muito importantes para se perceber o modo de Lucas contar Jesus. A passagem dos discípulos de Emaús é como um espelho que contém todo o Evangelho. Seguindo a ordem das três primeiras palavras-chave ap+resentadas, é-nos relatado um encontro, uma palavra dada e um acontecimento à mesa: os discípulos estão em Jerusalém e voltam lá. No encontro Jesus é ainda um desconhecido, na Palavra é alguém que faz arder o coração, em casa e na Mesa Jesus é reconhecido. Tudo isto contado com a mestria própria de um autor culto e interessado em catequisar. São Lucas, mostra uma visão pessoal de Jesus e da novidade da sua mensagem. É experiência pascal cristã.

A Mesa, em Lucas, é lugar de revelação em Jesus. Muitos relatos são em mesas, ou à volta das refeições (utilizando o género literário do simpósio). Ela estabelece um pacto narrativo, um protocolo. É lugar de comunicação. Comer não é apenas um acto biológico, é antropológico, humano. Não é por acaso que Lucas fala disto. E ele é um homem culto, que sabe como contar uma história.

Lucas tem um projecto, este Evangelho não é escrito ao acaso. Há um investimento narrativo e teológico.

Em termos espaciais, Lucas começa na Judeia, no Templo. E acaba “E estavam continuamente no templo a bendizer a Deus”. Tal como em Mateus, o autor utiliza a figura de estilo da inclusão. Contudo, esta utilização é enganosa: o evangelho de Lucas não escolhe o templo, mas a casa, para relatar os encontros e acontecimentos mais significativos, como o Anúncio a Nossa Senhora.

Também na estrutura de Lucas vemos a importância da mesa:

1. 1, 1-4: Prólogo

  1. 1, 5 – 4, 13: Infância e preparação do ministério de Jesus
  2. 4, 14 – 9, 50: O ministério de Jesus na Galileia
    1. 7 – Casa do centurião e fariseu
    2. 8 – “A Tua Mãe e irmãos estão lá fora” (de casa)
    3. 8 – Casa de Jairo
  3. 9, 51 – 19, 27: Envio dos 72 discípulos, a quem Jesus manda entrar na casa e comerem daquilo que lhe derem. O evangelho passa-se em comunidade, construindo relação:
    1. 10 – Casa de Carta e Maria
    2. 11 – Convite de fariseu e come com ele
    3. 14 – Fariseu
    4. 15 – Evangelho dos perdidos. Jesus acusado de comer com pecadores.
  4. 19, 28 – 21, 38: Ministério de Jesus em Jerusalém. Aqui não há referências a casa.
    1. 19, 44 – Jesus não será reconhecido em Jerusalém. Também porque não há nenhuma referência a casa e mesa
  5. 22, 1 – 23, 56: Paixão-
    1. 22, 13-19 – Casa da Última Ceia.
    2. Jesus é preso e levado para a casa do Sumo Sacerdote
  6. 24, 1-52: Discípulos de Emaús. A Paz esteja convosco.

Aqui sentimos como Lucas privilegia o campo semântico da refeição.

Zaqueu e Emaús só nos aparecem em Lucas.

A mesa é lugar da conversão e da revelação da Jesus e por isso vemos por todo o Evangelho o vocabulário ligado à mesa e à comensalidade.

A alegria de estar à mesa

Lc 5, 29 | 14, 13 | 12, 19 | 15, 23 |

Filho pródigo – banquete

A mesa e o alimento tem um papel muito importante. O primeiro mandamento de Deus é de tipo alimentar. Não comer do fruto da árvore – Génesis.

No Êxodo temos a refeição para selar a Aliança – Os Anciãos representam o povo, contemplam a Deus e comem e bebem. Daqui se pode ler Emaús, e Ceia, etc.

Ex 24, 9-11

Aparição do Senhor - 9Moisés subiu com Aarão, Nadab e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel. 10Contemplaram o Deus de Israel. Sob os seus pés, havia como que um pavimento de safiras, tão puro como o próprio céu. 11E Ele não estendeu a mão contra estes eleitos dos filhos de Israel, os quais contemplaram a Deus e depois comeram e beberam.

Vemos também a dimensão profética do banquete. Falar de escatologia é falar de banquete.

Quando Jesus ganha a fama de glutão, há um propósito na prática de Jesus. Actua no interior da casa, porque é que aí se expressa o reino de Deus; Ele sabe que em Israel, uma refeição é significante. É imagem da refeição definitiva. Entrar em casa de alguém supõe relação, conhecimento ou amizade.

É um chamado campo semântico, este tema da refeição, no qual se compreende todo o Evangelho. Em Lucas há uma teologia da refeição. É uma das linhas semânticas mais significativa de todo o Evangelho.

Começa na primeira refeição de Jesus, com Levi.

Evangelho da infância

+

Evangelho

O Evangelho da Infância é mapa, é guia proléptico. Antecipa as grandes definições pascais de Jesus.

O texto da Anunciação a Maria diz muito de Jesus: o anjo a dizer quem é Jesus e esse material identitário de Jesus vai ser chave para entendermos o Evangelho.

Também quando os anjos anunciam Jesus como o Salvador estão a dar uma mensagem central em Lucas:é um sinal, uma teofania, manifestação de Deus.

“Hoje nasceu para vós o Salvador”. Este é o grande tema de Lucas.

Jesus nasce numa manjedoura. – é muito importante para este campo semântico. A manjedoura é onde se alimentam os animais, os impuros. Ele é acusado de ser amigo dos publicanos, dos pecadores, e de comer e beber com eles. O tema central é a universalidade da salvação.

Por fim, vemos como para além da passagem de Emaús, também o capítulo 7 é muito importante para percebermos Lucas. Este capítulo tem três temas fundamentais:

Tema da autoridade

Tema da profecia

Tema da visita de Deus

Jesus tem autoridade. Autoridade que se manifesta pela actividade taumatúrgica: curas e sinais como milagres, que atestam a autoridade de Jesus. Jesus cura, dá a libertação e actua com sucesso sobre doenças. Jesus aparece com uma autoridade inédita. A questão da autoridade em Jesus só se percebe neste tempo e neste mundo judaico, em profunda crise de autoridade. Sem uma autoridade política, Israel estava dividida em muitas correntes. Estes milagres mostram o espaço de liberdade que Jesus tem. Jesus é uma figura de liberdade; a autoridade com que Ele actua e fala não é tutelada, vem dele próprio. Jesus é guiado pelo Espírito. Quando Jesus põe a andar um coxo, temos uma transformação qualitativa da realidade, ocorrida num corpo, que se transforma em sinal. Sinaliza-se a vitória do poder de Jesus sobre as forças que aprisionam os homens ao mal. É um presente que emerge pela acção salvífica de Jesus. O sinal é instrumental em Lucas. Conservando a sua dimensão futura, as curas significam a inscrição do reino de Deus no presente: “O reino de Deus chegou até vós”.As curas têm um papel de testemunho, são para a renovação escatológica e messiânica. São a promessa e garantia de uma mudança de renovação.

Jesus tem o título de profeta. Há um halo profético que atravessa a acção de Jesus. O reconhecimento da identidade profética de Jesus é de todos. “Um grande profeta está entre nós: Deus visitou o seu povo” (Lc 7, 16)

Jesus representa o tema da visita de Deus. Lucas tem a intenção de preparar o programa messiânico de Jesus. Jesus fez muitas curas, até curar cegos. Jesus cumpre de forma cabal as expectativas messiânicas definidas por Isaías, de modo a corresponder ao Messias. Jesus permite em analepse, revisitar todo o passado messiânico. Em Cafarnaum, pela Galileia, Jesus tinha feito tudo isto descrito em Lc 7, 22. Os pobres são evangelizados. As curas estão ao serviço do Evangelho. A salvação passa pela relação com Jesus; há centralidade cristológica na forma como esta bem-aventurança está construída. Em Lc 7, 18-28 o narrador conta-nos que os emissários de João Baptista vêm perguntar a Jesus, mas não sabemos a reacção de João Baptista. O Evangelho mostra-nos Jesus. Todos os personagens têm mediatismo se estiverem perto de Jesus. Neste tema, o autor utiliza uma figura de estilo chamada síncrise: uma técnica de construir um personagem comparando-o com outro. Neste caso, Jesus e João Baptista. Temos o anúncio a Zacarias e anúncio a Maria. Nascimento de João e nascimento de Jesus. Benedictus e Magnificat. Pregação e baptismo por João e depois por Jesus. Todos estes paralelos para mostrar que Jesus é maior. Em Dt 18, 15-18 Moisés é comparado a um profeta. Jesus é claramente o novo Moisés. Jesus é um profeta, e mais do que um profeta. O modelo profético (João Baptista, Elias, Moisés) é muito importante para apresentar Jesus. Mas Jesus põe em causa o paradigma de profeta, Ele não é apenas profeta. Porque Ele é capaz de algo que o profeta não faz. Jesus testemunha a misericórdia de Deus para com os pobres e sofredores do seu tempo. Jesus é o visitador escatológico da história, com o poder de perdoar os pecados. Por isso a última pergunta do capítulo 7 relança o Evangelho na direcção certa: a teologia de Lucas é teologia de salvação: Lc 7, 48”Depois, disse à mulher: «Os teus pecados estão perdoados.» Começaram, então, os convivas a dizer entre si: «Quem é este que até perdoa os pecados?»”.

Impressões sobre o Evangelho de Mateus

Este Evangelho é tradicionalmente o primeiro Evangelho, conhecido aliás como “o Evangelho”, devido à sua qualidade literária, com um olhar trabalhado sobre Jesus. É composto por um texto muito sistematizado, bem arrumado, com cinco grandes discursos de Jesus e as parábolas num único capítulo. Como veremos adiante, o facto de termos cinco discursos não é casual.

Podemos dizer que o Evangelho de Mateus tem cinco grandes partes e uma introdução, olhando para o conjunto da narrativa

Introdução 1, 1 – 4, 22

Segundo momento 4, 23 – 9, 35 – Actividade de Jesus que O revela como poderoso em palavras e obras. A autoridade na acção de Jesus.

Terceiro momento 9, 36 – 12, 50 – O envio e actividade dos discípulos para continuarem a sua obra

Quarto momento 13, 1 – 17, 27 – retirada da vida pública, mas actua na formação dos discípulos em privado.

Quinto momento 18, 1 – 22, 46 – A grande rotura com o judaísmo.

Sexto momento 23, 1 – 28, 20 – Discurso de despedida, Paixão e relatos pascais das aparições de Jesus.

Tentando perceber a sua formação, vemos que o Evangelho de Mateus é um Evangelho de síntese. Está próximo de Marcos, há um esquema marcano nesta narrativa, mas Mateus não é só Marcos. É Marcos mais a fonte Q, mais material exclusivo e mais o ordenamento que Mateus dá a todo este material. Oferece, portanto, algo mais que Marcos (Mc tem 16 caps, Mt tem 28).

Para compreender o Evangelho de Mateus devemos perceber o contexto em que foi escrito. Uma época de crise de autoridade que minava o judaísmo onde nasceu Jesus. Só assim se compreende a acção de Jesus. É um ponto fundamental do debate cultural e religioso que está na origem do cristianismo. A grande questão com a qual Mateus se confronta é como é que o discurso de Jesus e a pretensão cristã dialogam com o judaísmo. Em que medida é que Jesus cumpre e supera Israel. É conhecido como o Evangelho judeu: aqui, Jesus é mais judeu que noutros evangelhos. Aqui, Mateus mostra como Jesus é o Messias de Israel. Mas é aqui que o judaísmo é mais colocado em causa (confronto maior com as autoridades, mais do que nos outros evangelhos). Aqui há o conflito declarado (Os fariseus não O convidam para suas casas, temos as sete maldições aos fariseus). A questão da relação da Igreja cristã com o judaísmo é decisiva nas origens. A identidade cristã é trabalhada de modo mais intenso aqui.

Este Evangelho mantém uma forte relação com o Antigo Testamento. Mateus tem de defender Jesus. Daí as constantes alusões ao que tinha sido dito pelos profetas, para confirmar o messianismo de Jesus.

Aparecem-nos vários discursos, como já tinha sido dito. Estes cinco discursos contrapõem-se com os cinco livros da Lei. Jesus emerge como o novo Moisés. Porque este é o Evangelho da resposta cutural e religiosa que o cristianismo dá às acusações do judaísmo. Acusam Jesus de ser um impostor. O Evangelho de Mateus é a resposta judaica aos judeus.

Mateus e Lucas abrem com o Evangelho da infância. Não é um retrato da infância, mas uma meditação teológica sobre a identidade de Jesus. São guias prolépticos, mapas antecipados para tudo o que virá. Mateus começa por Abraão até Jesus. Liga Jesus ao património de Israel. Jesus é filho de Israel.

Na genealogia de Jesus há personagens que não são judeus (Rute e Raab são estrangeiras). Logo desde aqui temos a presença da universalidade neste Evangelho. Jesus não é um judeu puro, na sua genealogia já há sangue pagão. Isto liga-se ao final de Marcos, onde Jesus não manda ir só a alguns sítios, mas a todas as nações. A abertura é total. Já em Mateus 10, no envio dos discípulos, Jesus os havia mandado em missão.

Ainda no Evangelho da Infância temos duas figuras em contraposição: Herodes e José. Herodes representa o poder nomeado pelos romanos. José é o que faz tudo para proteger Jesus, e Herodes sente Jesus como uma ameaça. Encontramos isso em Saul e David. David foi perseguido por Saul, que via em David em ameaça. Isto vai precipitar a sucessão. Herodes persegue Jesus, mas nada pode travar a realeza de Jesus. Esta estrutura paralela com o Antigo Testamento é mais um sinal deste diálogo com o judaísmo, para comprovar que, de facto, Jesus é descendente de David.

Há também toda uma linguagem escatológica e uma dimensão ética, sublinhada por palavras como “justiça”, “perfeito” ou “hipócrita”, que sublinham a exigência moral deste evangelho.

Outras figuras de estilo mais frequentes povoam os escritos de Mateus: paralelismos e repetições, muito comuns nos discursos semíticos. Isto advém da identidade judaica do próprio autor do Evangelho. Por seu turno, também vemos na organização dos textos algumas inclusões – quando dois episódios delimitam toda uma secção (como acontece na chamada secção do Caminho, que começa e acaba com curas de cegos).

É um evangelho repleto de analepses e prolepes: a palavra de Jesus cumpre-se não apenas num futuro pós-pascal mas já, na vida dos seus discípulos. A palavra de Jesus é digna de confiança porque se realiza.

O tema do discípulo é muito importante em Mateus; é uma chave de leitura, permite-nos ir até ao coração do texto. E o facto de ser no final que se torna esta questão mais forte, e o ser um imperativo de Jesus o fazer discípulos, ilumina o próprio texto evangélico. O Evangelho é uma máquina de fazer discípulos, têm um carácter didáctico, é uma escola de formação cristã. Os cristãos são formados no Evangelho. Por isso, ignorar as Escrituras é ignorar Jesus. Eu cumpro a última ordem de Jesus cumprindo o que Jesus ensinou, e isso está no Evangelho. O carácter didáctico está no centro da estratégia de Mateus. É o Evangelho mais consensual, mais didáctico. E o facto de este Evangelho ter nascido num contexto polémico faz-nos perceber como ele é uma apologia face às acusações do judaísmo da época.

SANTO NATAL A TODOS!

Lucas

Este é aquele que se pode chamar o “evangelho mariano”. Neste ao contrario de Mateus que recebe a anunciação é Maria, a cheia de Graça, a Escrava do Senhor .É um evangelho que começa com o anuncio do nascimento de João Baptista e o anuncio do nascimento de Jesus. Posteriormente a estes anúncios temos os dois belos cânticos evangélicos que ainda hoje a Igreja reza diariamente quer nas Laudes quer nas Vésperas, que são o Benedictus e o Magnificat. Neste evangelho não encontramos tantas referencias ao A.T. como em Mateus, mas encontramos uma construção literária feita à volta dos escritos do A.T. É um evangelho do anuncio, no sentido em que faz ponte com os Actos dos Apóstolos, tendo o ultimo o mesmo autor, no fundo como nos foi dito nas aulas esta é uma divisão que se dá pela extensão de todo o livro de Lucas. É um evangelho que tem como tema a Justiça e Jesus como um homem Justo como nos diz o soldado aos pés da Cruz.

Mateus

Este evangelho foi escrito como um verdadeiro sentido Judaico. O narrador mostra Jesus como sendo um profundo conhecedor do A.T. fazendo diversas referencias ao profeta Isaías.Neste evangelho quem recebe a anunciação não é Maria mas José. Podemos ainda dizer que este é o mais judeu dos evangelhos sinópticos. É um evangelho que nos mostra uma visão tripartida, começando com o Evangelho da Infância, depois com o Anuncio do Reino, acabando com a Paixão e Ressurreição de Jesus Cristo. De salientar que ao longo destas três parte contamos com a figura principal que é Jesus mas também com João Baptista, que dá inicio ao anuncio do Reino quando no Jordão pregava o baptismo de penitência. Este é o evangelho de Jesus o Filho de Deus, como nos afirma o soldado ao pés da Cruz.