segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Evangelho de São Lucas (parte I)


Evangelho de São Lucas

Leitura Global

Introdução

Lucas começa o Evangelho com uma curta introdução (1,1-4) e indica o local onde se fundou para escrever o Evangelho, os motivos da escrita e o destinatário, Teófilo.

Origem de João Baptista e de Jesus (1,5 -2,52)

Lucas, depois da introdução, abre o evangelho com a anunciação pelo anjo do nascimento de João Baptista a Zacarias (1,5-25), precursor de Jesus. Zacarias, incrédulo, desconfia da mensagem do anjo. Por outro lado, Maria, virgem desposada com um homem chamado José, confia na mensagem do anjo e aceita ser a mãe do Filho do Altissimo, que terá o nome de Jesus (1, 26-38). Maria, grávida de Jesus, vai até a casa de sua prima Isabel. Isabel saúda-a e Maria faz o mesmo (1,39-56). Nasce João Baptista, Zacarias recuperá a fala, que dá o nome ao filho e depois louva ao Senhor (1,57-80). Entretanto, numa manjedoura, nasce Jesus (2,1-7) e os pastores são visitados por um anjos, que os convida a visitar o Messias, Salvador. Eles foram e, depois, no regresso, louvam e glorificaram a Deus (2,8-20). Jesus vai ao templo e encontra-se com Simão, homem justo e piedoso, que aclama Jesus Cristo como a Luz para se revelar às nações (2, 21-40). Por alturas da Páscoa, Maria, José e Jesus vão ao templo e Jesus perde-se entre os doutores, que o ouvem e a fazerem perguntas (2,41-52). Contudo, Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens (2, 52).

João Baptista prepara a chegada de Jesus (3,1-4,13)

João Baptista começou a percorrer toda a região do Jordão, pregando um baptismo de penitência para remissão dos pecados (3,1-17). As multidões acorriam para serem baptizadas por ele. Ele anuncia a chegada de alguém mais forte do que ele (3,16). João é preso por Herodes por o censurar (3,18-20).
Jesus deixa-se baptizar por João e depois do Baptismo uma voz vinda do ceú confirma a filiação divina de Jesus (3,21-22). Lucas escreve uma geneologia da história de Jesus (3,23-38) e narra as três tentações, que o diabo elabora para Jesus (4,1-13).

Jesus na Galileia (4,14-9,50)

Cristo, após abandonar o deserto, ensina nas sinagogas e começa a ter muita fama. Na sinagoga, após ler o livro Isaias, assume-se como alguém que possui o Espírito do Senhor (4,14-30). Na sinagoga de Cafarnaum (4,31-37), a multidão estava maravilhada com o seu ensino, porque falava com autoridade. Jesus, após negar fazer curas em Nazaré, exorciza um possesso; na casa de Simão, cura a sogra de Simão (4,38-39); e cura doentes, com diversas enfermidades (4,40-41). As multidões começam a seguir Jesus, mas ele retira-se para um lugar solitário e depois parte para a Judeia (4,42-44).
Em Genesaré, Jesus entra no barco de Simão para ensinar a multidão e, depois, opera um milagre da pesca adundante. Perante o milagre, Jesus convia-os para o seguirem e, depois de terem reconduzido os barcos para terra, deixaram tudo e seguiram Jesus (5,1-11). Jesus começa a fazer curas (5,12-16 - Cura de um leproso; 5,17-26 - Cura do paralítico). A multidão grita de alegriaa «Hoje vimos maravilhas!» (5, 26) e a fama de Jesus espalhava-se cada vez mais, juntando-se grandes multidões para o ouvirem e para que os curasse dos seus males. Mas, Ele retirava-se para lugares solitários e aí se entregava à oração (5, 15-16).
Jesus olha para Levi, cobrador de impostos, e chama-o para o seguir ( 5,27-32). Surgem comparações entre os discípulos de Jesus e os de João Baptista sobre o jejum e a oração (5,33-35). Jesus, para o chamamento divino, recorre a primeira parábola do tecido velho e do novo (5, 36-38).
Num dia de sábado (6,1-11), os discípulos de Jesus apanham searas para comer e é confrontado pelos fariseus «Porque fazeis o que não é permitido fazer ao sábado?» (6,2). Jesus assume-se como «o Filho do Homem [que é o Senhor do sábado]» (6,5). Daí, Jesus continuar a curar  (6, 6-11), pois emanava dele uma força que a todos curava.
Jesus sobe ao monte e prodece a escolha dos Doze (6,12-19); ensina aos discípulos a importância que tem de olhar para aqueles que sofrem para aqueles pobres, que choram, que têm fome, etc… e amaldiçoa os ricos (6,20-26); ensina um conjunto de conselhos morais e sociais - «Amar os vossos inimigos» (6,27-38),  «não julgar os outros» (6,37-38), edificar a casa na rocha e não na areia (6,47-49). Para uma melhor compreensão Jesus recorre ao uso das parábolas do cego que guia outro cego (6,39-42) e da árvore e dos seus frutos (6,43-45).
Em Cafernaum, cura o servo do centurião romano, que estava quase morto (7,1-10) e em Naim ressucita um morto (7,11-17). Jesus tem poder de ressuscitar os mortos: «Jovem, Eu te ordeno: Levanta-te!» (7,14). Entretanto, Jesus, estando a curar os doentes, chegam um conjunto de discípulos de João, enviados por João, para perguntar se Jesus era aquele que «está para vir, ou se devemos esperar outro?». Jesus responde afirmamante e envia-os a joãoa para anunciar o que vem e ouvem (7,18-23). Jesus considera João Baptista um profeta, que preparaou a sua chegada (7,24-28). Porém, os dois são calunidados pelas suas missões de anunciar o reino de Deus (7,29-35).
Jesus come com os pecadores: fariseus e a mulher pecadora que unge os pés de Jesus. Ele faz o fariseu reflectir através da parábola do prestamista tinha dois devedores sobre o modo como acolheu Jesus (7, 41-42).
Juntamente com a multidão de todas as cidades, há um conjunto de mulheres (8,1-3), que seguem Jesus. Jesus instrui-os através da parábola do semeador, (8,4-8) que depois explica (8,9-15), da candeia que deve ilumina com a sua luz (8, 16-18). Depois disto, Jesus esclarece que a sua família são os que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática (8,19-21). Jesus continua a realizar milagres (a tempestade que se acalmou - 8,22-25) e curas (Cura do possesso de Gerasa - 8,26-39, da filha de Jairo e da mulher com uma hemorragia - 8,40-56). Tudos estes factos são anunciando por toda a cidade (8, 39), mas Jesus começa a pedir que não dissessem a ninguém o que tinha acontecido (8, 56).
Os doze recebem de Jesus poder e autoridade sobre todos os demónios e para curarem doenças. A sua missão é clara: «Jesus enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os doentes» (9,1-6). Herodes, depois de matar Jesus, começa a ter notícias sobre um tal de Jesus, que era a reencarnação de João (9,7-9). Os apóstolos retornam da missão que lhes foi confiada e Jesus, lugar afastado perto de Batsaida, alimenta cinco mil homens (9,9-17).
Pedro, em nome dos discípulos, afirma messianidade de Jesus (9-18-21) («Pedro tomou a palavra e respondeu: O Messias de Deus.»).  Então Jesus,  faz o primeiro anuncio da sua morte (9,21-22) e aslienta as condições para o seguir (9,23-27).
Jesus sobe a um monte para orar e leva consigo Pedro, João e Tiago. Jesus transfigura-se e de repente ouve-se uma voz que diz: «Este é o meu Filho predilecto. Escutai-o» (9,28-36). Depois de descer o monte, Jesus cura um menino epiléptico, que os discípulos não conseguiram (9,37-43). E, todos estavam maravilhados com a grandeza de Deus (9, 43).
Jesus faz o segundo anunciao de sua paixão (9,43-45), mas os discípulos não entendiam e, como tal, começam a discutir qual deles era o maior (9,46-48).

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