segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Evangelho de São Lucas (parte II)


Caminho até Jerusalém (9,51-19,28)

«Como estavam a chegar os dias de ser levado deste mundo, Jesus dirigiu-se resolutamente para Jerusalém e enviou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram numa povoação de samaritanos, a fim de lhe prepararem hospedagem» (9,51-56), mas eles não o recebem. Os dicipulos dizem que vão seguir Jesus até onde ele for, mas Jesus considera-se o Filho do Homem, que nem tem onde reclinar a cabeça. Porém, alguns discipulos põem exigências para seguir Jesus, mas Jesus afirma a urgência do anúncio do Reino de Deus (9,57-62) e, assim, manda em missão setenta e dois discípulos com esta missão (10,1-16). Após o anuncio, os discípulos e falam do sucesso da missão (10, 17-20). Jesus agradece ao Pai, Senhor do Céu e da Terra, pelo sucesso da missão e faz a sua revelão de Filho de Deus (10,21-24).
Jesus, questionado sobre como obter a vida eterna por um doutor da lei, responde «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo». Neste contexto, Jesus ilustra a resposta com o exemplo da parábola do bom samaritano (10,25-37).
A oração do Pai-nosso é ensinada por Jesus aos discípulos que não sabiam orar (11,1-4). A parábola do amigo importuno que chega a meio da noite serve para ilustrar o poder da oração (11,5-13). 

Jesus expulsa demónios (11,14-26) para que todos vejam que o Reino de Deus já chegou. Jesus fala das seduções malignas e fala da importância de estar unido a ele, pois «quem não está comigo está contra mim, e quem não junta comigo, dispersa».
Do meio da multidão uma mulher grita: «Felizes as entranhas que te trouxeram e os seios que te amamentaram!», mas Jesus reforça, nomanevente, o que já anteiormente afirmará: «Felizes, antes, os que escutam a Palavra de Deus e a põem em prática.»

Jesus condena a multidão («geração perversa»), que só pedem sinais, milagres e curas (11,29-32). Jesus faz uma repreensão aos fariseus, que só cuidam do exterior («Aquele que fez o exterior não fez também o interior?») e aos doutores da Lei, que matam os profetas. Eles, a partir deste momento, vão começar a pressionar Jesus «com perguntas, a fazê-lo falar sobre muitos assuntos, armar-lhe ciladas e procurar alguma palavra para o acusarem» (11, 37-53).
 Jesus dá conselhos aos discípulos para: não imitarem os fariseus, que são hipócritas (12,1-12); não se levarem pela ganância e ilustra com a parábola do rico ganancioso (12,13-21); confiarem totalmente na providência divina 12,22-34); estarem vigilantes (12,35-48) e narra a parábola do Senhor, que está a espera so seu Senhor para lhe abrir a porta, e do admistrador, que não sabe admistrar o bens do seu Senhor;  as divisões familiares, por causa da não aceitação da mensagem de Jesus (12,49-53); sinais do tempo presente (12,54-59).

Jesus exorta ao arrependimento (13,1-9), ensina na sinagoga faz cura, no dia de sábado, de uma mulher possessa, que se encontravacurvada (13,10-17). O chefe da sinagoga crítica Jesus por curar num sádabo, mas Jesus crítica a maneira como ele vive o sábado e sublinha a importância da cura, contando as parábolas do fermento, da semente do grão de mostarda e da porta estreita (13,18-21), que mostram a grandeza do Reino de Deus. Porém, todos adversários de Jesus ficaram envergonhados e a multidão alegrava-se com todas as maravilhas que Ele realizava.
Jesus afirma que um profeta não pode morrer «fora de Jerusalém» (13,31-33) e caminha rumo a Jerusalém… Ele comove-se ao recordar da destruição de Jerusalém (13,34-35). Num Sábado, na casa de um fariseu, Jesus aceita o convite para uma refeição, mas começa a curar um hidrópico (14,1-6); criticar os que escolhem os primeiros lugares nas refeições (14,7-11); falar sobre a escolha dos convidados (14,12-14); e conta a parabóla dos convidados, que não apareceram para o banquete (14,15-24).
Jesus Cristo exige a renúncia de tudo, para poder ser discípulo de Jesus (14,25-35). Certo dia, aproximavam-se de Jesus os cobradores de impostos e pecadores para o ouvirem e também os fariseus e os doutores da Lei que diziam entre si que Jesus come com pecadores. Jesus propôs-lhes, então, um conjunto de parábolas: da ovelha perdida (15,3-7); da moeda perdida (15,8-10). do Filho Pródigo, (15,11-32); do admistrador astuto (16,1-9); das riquezas (16,10-18); de Lázaro (16,19-31). Todas estas parábolas falam da misericórdia de Deus para com os mais pobres.
O escândalo é algo que os discípulos têm de superar, optar pelo perdão do outro (17,1-4) e confiarem na audácia da fé (17,5-6). Para clarificar isto, Jesus narra a parábola do servo bom (17,7-10), que é um srvo que está sempre vigilante e é fiel, e cura dez leprosos (17,11-19), que demonstra a força da fé («a tua fé te salvou»). É preciso descubrir a preseça do Reino de Deus, que está entre vós (17,20-21) e, também, do Filho do Homem (17,22-37)
Há um grande apelo a orção no Evangelho de Lucas. Jesus conta as parábolas do juiz e da viúva (18,1-8) e do fariseu e do cobrardor que rezam no templo (18,9-14), provando, assim, a necessidade de orar sempre, sem desfalecer.
Jesus Cristo diz que o Reino de Deus deve ser acolhido com a simplicidade de uma criança (18,15-17) e, novamente, apela a renúncia dos bens do homem rico para o poder seguir (18,18-27) e, na vida eterna ter uma recompensa (18,28-30).
Pela terceira vez, em Jerusalém, Jesus anúncia a sua Paixão e os discípulos continuam sempre sem entender (18,31-34).
Antes de chegar a Jericó, Jesus encontra um cego, que chama Jesus de Filho de David e implora a sua misericórdia para que possa recuperar a vista (18,35-43). Em Jericó, Jesus faz-se de convidado para comer com Zaqueu, chefe de cobradores de impostos (19,1-10). Jesus Cristo afirma que é o «Filho do Homem veio que procura salvar o que estava perdido». Ilustrando, usa o exemplo da parábola das minas (19,11-28).

 Minstério de Jesus em Jerusalém (19,29-21,38)
 Jesus entra em Jerusalém em cima de um jumentinho e é aclamado como um rei («Bendito seja o Rei que vem em nome do Senhor! »). No simples olhar para Jerualém Jesus chora (19,41-44) e quando chega ao templo expulsa os vendedores (19,45-48).
No templo, Jesus ensina e anunciava a Boa-Nova, mas é questionado pelos os sumos sacerdotes, os doutores da Lei e os anciãos sobre a autoridade que Jesus tem e quem foi que lhe deu (20,1-8). Jesus conta a parábola dos vinhateiros assassinos (20,9-19) e os doutores da Lei e os sumos sacerdotes identificam-se coma as personagens e procuravam deitar-lhe a mão, todavia tiveram receio do povo e mandam espiões para o entregarem ao poder e à jurisdição do governador romano. Os espiões laçam a questão se é lícito ou não pagar imposto a César? (20,20-26) Jesus responde e todos ficam calados. Após os espiões, chegam os saduceus, que negavam a ressurreição e interrogaram-no, mas com a resposta de Jesus todos ficam sem palavras (20,27-40).
Jesus fala sobre o Filho de David e Móises (20,41-44) e manda a multidão ter cuidado com os doutores da lei, que enganavam as pessoas (20,45-47), que querem ser o primeiro em tudo, mas Jesus dá o exemplo da viúva pobre, que confia no Senhor e deita o que tudo para viver (21,1-4).
Jesus anuncia os sinais que vão acontecer: a destruição do templo (21,5); Tempo de angústia e perseguição (21,8-19); a ruína de Jerusalém e a vinda do Filho do homem (21,20-27); Sinais do reino de Deus que se aproximm (21, 29-33); necessidade da vigilância (21,34-36). Todo o povo acorre ao templo para irem ter com Jesus para o escutar (21,38).

Morte e Ressurreição (22,1-2)

Perto da festa dos Ázimos, chamada Páscoa, os sumos sacerdotes e doutores da Lei procuravam maneira de fazerem desaparecer Jesus, mas temiam o povo (22,1-2). Judas concorda em prender Jesus por dinheiro e sem a multidão saber. Os apóstolos preparam o dia dos Ázimos ou ceia pascal (22,7-13), Jesus, junto à mesa, institui a Eucaristia (22,14-20), anuncia a existencia de um traidor (22,21-22), os apóstolos discutem a primazia (22,24-30) e a anuncia as negações de Pedro (22,31-34). Depois da ceia, Jesus e os apóstolos vão para o monte das Oliveiras orar, só que entretanto Jesus é preso. Os discípulos abandonam Jesus (22, 54-62 - negações de Perdo). Jesus é maltratado, julgado no tribunal judaico (22,66-71) pelos três títulos cristologicos (Messias, Filho de Deus e Filho de David), enviado para o governador romano, Pilatos, que o consiedra inocente (23,1-5) e envia-o a Herodes (23,6-12), que depois reenvia-o de novo a Pilatos, governador romano, que o condena em vez de Barrabás (23,13-25). 
Depois da condenação, Jesus caminha rumo ao Cálvario (23,26-32), onde será crucificado (23,33-46) e glorificação pelo centurião (23,47-49). As mulheres vão até a sepultura (23,50-56) ungir o corpo com perfume, mas encontram-o vazio (24,1-11) e vão anunciar aos discípulos o que viram. Cristo ressuscitado aparade no caminho de emaús aos dois discipulos (24,13-35), aos apóstolos (24,36-43). No fim do Evangelho recebem as últimas instruções (24,44-49), prometendo assistência do Espírito Santo (força do alto) e, por fim, eleva-se aos céus. (24,50-53)



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