PRÉ-LEITURA
Ao abrir a Sagrada Escritura, o Evangelho de São Mateus é o primeiro livro \ evangelho do Novo Testamento, porque, segundo alguns exegetas, foi o primeiro a ser escrito (), a grande organização sistemática da obra e também a grande importância que a Igreja primitiva lhe deu. Mateus talvez é um autor judaico e escreve o Evangelho em aramaico, que depois é traduzido para grego pois tem como destinatário o mundo helénico.
LEITURA GLOBAL
1- Origens de Jesus (Mt 1-2)
O Evangelho começa relatando as origens de Jesus: genealogia de Jesus Cristo; o cumprimento da profecia do Emanuel (Deus connosco) que é anunciado pelo anjo a José, que andava aflito por causa da gravidez de Maria, mas que depois aceita ser pai de Jesus; o nascimento de Cristo; visita dos magos (pagãos) que vem adorar o menino; a perseguição de Herodes que conduz a morte das crianças e a fuga de Jesus, José e Maria para o Egipto; o convite do anjo para voltarem para Nazaré.
2- Anúncio do Reino de Deus
a) João Baptista e a chegada do Reino de Deus
No deserto da Judeia, João Baptista, descrito como um profeta, anuncia a chegada do Reino de Deus, que se cumpre com a chegada do Messias, e convida os ouvintes ao Baptismo e a conversão. Ele entra em conflito com os fariseus e saduceus. Jesus Cristo, já adulto, começa a sua vida pública. O baptismo de Jesus Cristo, feito por João Baptista, é uma afirmação e confirmação que Jesus Cristo é verdadeiramente o Filho de Deus. Assim, também as tentações de Jesus, no deserto, afirmam a filiação divina de Jesus. Após as tentações, Jesus Cristo vai até a Galileia (4,12-17) anunciar o Reino de Deus e, como tal, chama os primeiros discípulos (4,18-22) e começa a curar (4,23-25).
b) Sermão das Bem-aventuranças, Lei do Reino de Deus
No Sermão das Bem-aventuranças (5,1-12), Jesus sobe a um monte (imagem do novo Moisés) com os discípulos, senta-se, toma a palavra e começa a ensinar a multidão e aos discípulos as Bem-aventuranças (Nova Lei do Reino de Deus). Este discurso é igual a uma catequese com várias recomendações. Jesus cumpre a Lei Antiga e instaura a Lei do Reino de Deus (5,17-20). Ele designa a missão dos discípulos, que devem ser sal e a luz no mundo (5,13-16); revaloriza os mandamentos do Decálogo (5,21-30.33-37); condena o divórcio (5,31-32), revoga a lei de Talião (5,38-42) para afirmar a primazia do amor pelos inimigos (5,43-48).
c) Apelos eclesiais ou para os seguidores do Reino de Deus
Jesus distingue os seus seguidores (cristãos) dos hipócritas, principalmente, pela esmola (6, 2-4), pela oração sem cessar (6,5-15 - Jesus ensina a rezar o Pai-nosso) e pelo jejum (6,16-18). Três vezes se repete a expressão «teu Pai, que vê no oculto, há-de recompensar-te», para sublinhar a confiança que o cristão deve ter em Deus, acumulando tesouros no céu (6,25-34) e não se «agarrando» as coisa temporais (6,19-24).
Jesus faz um grande apelo a não julgar os outros (7,7-5); a respeitar as coisas santas (7, 6), confiar na oração (7,7-11); a caridade fraterna (7,12); a seguir a porta estreita que conduz à vida (7,13-14); edificar a casa na rocha firme, que é a escuta e o por em prática a palavra de Jesus (7,24-27); a acautelar-se dos falsos profetas, que se instalam na comunidade (7,15-20), e a identificar o verdadeiro profeta pela sua sabedoria (7,21-27). Depois dos ensinamentos, Jesus é equiparado doutores da Lei, mas a diferença é uma pessoa que tem autoridade (7,28-29).
d) Curas, convite a seguir Jesus
Depois de descer o monte, começa a chegar pessoas perto de Jesus e a pedir curas. Jesus, pela sua própria vontade e pela grande fé das pessoas, começa a curar para provar a chegada definitiva do Reino de Deus: Cura de um leproso (8,1-4); Cura o servo do centurião (8,5-13); Cura a mãe de Pedro (8,14-15), uma «cura de muitos» (8,16-17), cura de dois possessos de Gádara (8,28-34); Cura do paralítico (9,1-8); A cura da hemorragia e a ressurreição de uma menina (9,18-26); cura de dois cegos (9, 27-31); Cura de um possesso mudo (9,32-34). Porém, é preciso seguir Jesus e Jesus apresenta por duas vezes as condições para o seguir (8,18-22.23-17). Pela primeira vez, aparece o título cristologico de «Filho do Homem», que a confirma a messianidade de Jesus, o qual os discípulos e a multidão deviam seguir.
e) Jesus e os pecadores
Jesus convida Mateus, cobrador de impostos, para fazer parte do grupo dos apóstolos e vai jantar com os pecadores e com os cobradores de impostos (9,9-13). O jantar é alvo do olhar e da crítica dos fariseus. No fim, gera-se uma discussão sobre o jejum (9,14-17) e depois Jesus continua o caminho por cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do Reino e curando todas as enfermidades e doenças (9,35-38).
f) Jesus e os apóstolos
Mateus apresenta-nos uma lista com o nome dos doze apóstolos (10,1-4). Os apóstolos recebem de Jesus a sua instrução e o seu poder de expulsar espíritos e de curar os doentes para poderem anunciar o Reino de Deus (10,5-15). Jesus dá-lhes vários conselhos: limites da evangelização (10,5); anunciar o Reino de Deus (10,7); serem humildes, optando pela pobreza (10,9-15); confiar e temer Deus (10,24-33). Ele anuncia-lhes também as perseguições (10,16-23), a assistência do Espírito Santo (10,19-20), as discórdias que vão surgir no seio familiar (10,34-39) e as recompensas, que terão (10,40-42).
g) Jesus continua a anunciar o Reino
João Baptista envia discípulos para confirmar a messianidade de Jesus Cristo (11,2-6). Cristo elogia a missão de João (11,7-15) e anuncia-lhe, pelos discípulos de João, que Ele é verdadeiramente o Messias e que o Reino de Deus já chegou. Tendo presente a missão de João, Jesus crítica a geração contemporânea (11,16-19) e anuncia a punição para as várias cidades (11,20-24). Cristo proclama a fé como um dom do Pai e revela a Sua Natureza (11,25-27). No fim, Jesus lança, novamente, um convite para O seguirem (11,28-30).
h) Jesus é perseguido
Há um confronto entre o Jesus e os fariseus sobre a questão do sábado, as excepções e a superioridade de Jesus Cristo em relação ao Templo (12, 1-8). Levanta-se a questão sobre a obrigação de fazer o bem no dia de sábado e, no sábado, Jesus cura de um homem com as mãos paralisadas (12,9-14). Jesus, citando Isaías, define-se manso e humildade. Expulsa Belzebu, define os pecados contra o Espírito Santo, denúncia as más acções dos fariseus, porém é ser perseguido pelos fariseus, que tentam Jesus, pedindo sinais (12,38-45) e levantando calúnias (12,22-30). Jesus apresenta-nos a sua «nova família» (12,46-50), ou seja, aqueles que ouvem e põem em prática o Reino de Deus e que tem como missão anunciar este Reino que Jesus já começou a anunciar.
i) Jesus anuncia Reino de Deus através das parábolas
Jesus recorre as Parábolas (cap. 13), pois só assim as pessoas «vêem, sem ver, e ouvem, sem ouvir nem compreender» (13,10-17). Desta forma, explica de mais uma maneira mais simples o Reino de Deus. Elas, mais que do que comparações tiradas da vida quotidiana para ilustrar um ensinamento, são narrações que têm a ver com a própria vida de Jesus. Assim, temos um conjunto de sete parábolas:
1) do semeador (13,1-9) – «Aquele que tiver ouvidos, oiça!» - Ouvir e compreender os ensinamento de Jesus e depois abrir-se à sua realização, ou seja, ao Reino de Deus.
2) do trigo e do joio (13,24-30) – Relação entre o Reino de Deus e o Reino do Maligno.
3) do grão de mostarda (13,31-32) – O Reino é apresentado como princípio de transformação.
4) do fermento (13,33) – O Reino é apresentado como princípio de transformação.
5) do tesouro escondido no campo (13,44) – Apostar tudo pela grandeza que é o Reino.
6) da pérola de grande valor (13,45-46) – Deixar tudo por um bem supremo que é o Reino.
7) da rede (13,47-50) – evidencia o juízo de Deus sobre as exigências de pertencer ao Reino.
Os discípulos, sem compreender as parábolas e afastados das multidões, questionam Jesus: «Porque lhes falas em parábolas?». Jesus explica só aos discípulos o verdadeiro significado da parábola do semeador (13,18-23) e a do trigo e do joio (13,36-43). Porém, as restantes parábolas já são compreendidas (13,51-52 – «Compreendestes tudo isto?» «Sim» - responderam eles).
j) Jesus foca mais intensamente o seu olhar para os discípulos
Em Nazaré (13,53-58), Jesus, ao ensinar, é rejeitado pela população por ser um nazareno. E, como tal, não fez ali milagres, por causa da falta de fé daquela gente. Desta forma, Jesus começa a ter mais atenção em instruir os discípulos, voltando o seu olhar mais intensamente para os discípulos.
l) Morte de João Baptista
Herodes vê que a fama de Jesus está a crescer (14,1-2), mas confunde-o com João Baptista e manda matá-lo (14,3-12). Jesus sabe da notícia e apercebe-se da proximidade da sua morte, pois começa a procurar lugares desertos para orar a sós (14,13 – «Logo que as despediu [da multidão], subiu a um monte para orar na solidão»).
m) Construção da pessoa de Jesus
1- Jesus, misericordioso (14, 1-21) – Jesus, perseguido pela multidão e «cheio de misericórdia para com ela», curou os seus enfermos e alimenta cinco mil pessoas.
2- Filho de Deus (14, 22-34) – Jesus, identificável com Moisés, caminha sobre as águas e, pelo seu anúncio do Reino de Deus, conduz o povo a este. Pedro vai ao encontro de Jesus sobre as águas, mas dúvida de Jesus e por isso afunda-se. Pedro pede ajuda («Salva-me, Senhor!») e Jesus dá-lhe a mão. Os discípulos, na barca, gritam «Tu és, realmente, o Filho de Deus!».
3- Jesus é a nova Lei - Os fariseus e doutores da Lei, vindos de Jerusalém, questionam Jesus sobre as tradições judaicas do puro e do impuro e sobre a forma como prestam culto a Deus (15, 1-20). Jesus compara-os ao fermento que pode corromper todo o povo (16,1-13).
4- Filho de David - Jesus é chamado de Filho de David por uma cananeia possessa (15, 21-28). Na Galileia, realiza uma série de curas, exorcismo e uma 2ª multiplicação dos pães (15, 29-39).
5- Jesus, o Messias - Na Cesareia de Filipe, Pedro, em nome dos discípulos e diferente da opinião da multidão, afirma que Jesus é o Messias (16, 13-28). Jesus escolhe Pedro para fundar a sua Igreja e faz o primeiro anúncio da Paixão (16,21-23) e apresenta novamente as condições para o seguir e sublinha a possibilidade de perder a vida (16,24-27).
6 – O Pai confirma e revela a filiação divina de Jesus (17, 1 -13) - Na transfiguração, pela Palavra do Pai e pelas figuras simbólicas de Moisés e Elias, temos uma confirmação da messianidade ou filiação divina de Jesus Cristo.
7 – Jesus, Filho de Deus, que anuncia segunda vez a sua morte (17, 14-23) - Jesus cura um jovem epiléptico, porque os discípulos não o tinham conseguido curar. Assim, Jesus, pela segunda vez, anuncia a sua Paixão: «O Filho do Homem tem de ser entregue nas mãos dos homens, que o matarão; mas, ao terceiro dia, ressuscitará.»
8 – Jesus, Filho do Rei (17, 24-27) - Jesus e os discípulos são acusados de não pagarem o imposto no Templo. Jesus apresenta-se como o Filho do rei e, como tal, não devia pagar imposto, mas fá-lo para não entrar em conflito com as autoridades.
n) Pertencer ao Reino dos Céus
Os discípulos perguntam «quem é o maior no Reino do Céu?» (18,1-5), Jesus responde, usando o exemplo da humildade das «criancinhas», para que eles se identifiquem com elas para serem um sinal no mundo da grandiosidade do Reino de Deus. Contudo, ele crítica as pessoas escandalizam as criancinhas, que crêem nele (18,6-14) e ensina como viver no Reino dos Céus: correcção fraterna (18,15-18), oração comunitária (18,19-20); perdão comunitário (18,21-35).
3 – Caminhada até Jerusalém
a) Da Galileia até Jericó (19-20,16)
Jesus cura doentes (19,1-2), seguido pela multidão, entra em conflito com os fariseus sobre a questão do divórcio (19,3-9), propõe uma vida casta (19,10-12), acolhe e bendiz as crianças (19,13-15), alerta para o perigo das riquezas («jovem rico»), aconselhando uma vida desprendida das riquezas (19,16-26), promete uma recompensa para quem os seus seguidores (19,27-30), ensina através de parábolas só aos Doze (20,1-16 - o proprietário e os servos da vinha), faz o terceiro anúncio da Paixão (29,17-19), reforça a importância do serviço, quando confrontado pela mãe dos filhos de Zebedeu (20,20-28) e, saindo de Jericó, cura dois cegos (20,29-34).
b) Em Jerusalém
Entrada no Templo - De Betfagé até entrar em Jerusalém, Jesus entra montando no jumentinho e é a aclamado como o Messias (21,1-11). Chegando a Jerusalém, Jesus entra no Templo, expulsa os que vendiam e compravam (21,12-13), faz curas e é aclamado de Filho de David (21,14-17). Sai do Templo e vai para Betânia.
De Betânia até ao Templo - Jesus amaldiçoa a figueira (21,18-20) e fala da força da fé e da oração (21,21-22). Jesus, no Templo, é questionado sobre a sua autoridade, o pagamento dos impostos (22,15-22), a ressurreição dos mortos (22,23-33) e Lei judaica (22,41-45)sobre pelos sumos sacerdotes, fariseus (os que mais abordam Jesus), saduceus e os anciãos do povo. Jesus reponde com o exemplo de João (21,23-27) e das parábolas sobre o Reino dos Céus: os dois filhos (21,28-32), os vinhateiros homicidas (21,32-46), banquete do real e os convidados que não aparecem (22,1-14). Os fariseus começam a planeiam a morte de Jesus (22, 15.34), mas Jesus questiona-os sobre a condição de Messias (22,41-46), aconselha a multidão a não imitar as suas obras (23,1-12), condena-os (23,13-32 - expressão «Ai de vós») e dá-lhes castigos (23,33-39).
Do Templo até ao Monte das Oliveiras – Tendo Jesus saído do Templo, Jesus anuncia a destruição do Templo (24,1-2) e, ao chegar ao Monte das Oliveiras, os discípulos perguntam quando acontecerá tudo e qual o sinal da vinda de Jesus e do fim do mundo (24, 3-8). Jesus fala dos vários sinais: falsos messias (24, 5.23-28), guerras (24, 6), fomes, pestes, terramotos (24, 7), perseguições e ódios dos que seguem Jesus (24,9-14), destruição Judeia (24,15-22), da vinda do Filho do Homem (24,29-31) e do juízo final (25,31-46). A parábola da figueira é retomada por Jesus para afirmar a chegada destes sinais, que marca a chegada do Filho do Homem (24,32-41). O grande apelo feito por Jesus é a necessidade de estar vigilante (24,42-45), como é, exemplificado, nas parábolas do servo fiel e prudente (24, 45-51), das dez virgens prudentes (25,1-13), dos talentos (25,14-30).
Bêtanea até ao Monte das Oliveiras – Jesus fala da proximidade da Páscoa e o narrador informa que os sumos sacerdotes e os anciãos reuniram-se no palácio do Sumo Sacerdote, Caifás para entregar Jesus à morte (26,1-5). Judas Iscariotes, um dos doze apóstolos, pactua com eles (26, 14-16). Na Bêtanea (26,6-13), em casa de Simão, o leproso, uma mulher deita perfume nos pés de Jesus e Jesus começa a falar sua morte («ela preparou a minha sepultura»). Jesus e os discípulos começam a preparar a Páscoa (26,17-19). Ao cair da tarde, a refeição da Páscoa realiza-se à volta da mesa e Jesus anuncia um discípulo, que o vai entregar (26,20-25), faz a última ceia (26.26-29). Depois de rezar os salmos, eles vão para o Monte das Oliveiras e os discípulos que estão dispostos a dar a vida por Jesus (26,30-35)
Do Monte das Oliveiras para o Golguta – Jesus entra em oração três vezes e três vezes encontra os discípulos a dormir (26, 36-46). Jesus apela a vigilância e oração dos discípulos. Chegou a hora, Judas entrega Jesus para ser preso (26,47-56). Jesus é julgado e insultado na casa do Sumo Sacerdote Caifás pelos sumos sacerdotes e por todo o Conselho (26,57-68). Pedro nega ser discípulo de Jesus e depois arrepende-se (26, 69-75). Judas, cheio de remorsos, procura libertar Jesus, mas não consegue e enforca-se (27,3-10). Pela manhã, Jesus é levado até ao governador romano, Pilatos, que o considera inocente (27,1-2.11-14). Face a escolha da multidão, Jesus é condenado à morte em vez de Barrabás (27,15-26). Depois de condenado, Jesus é maltrato e escarnecido pelos soldados romanos (27,27-31), ajudado por um homem de Cirene a levar a cruz, gozado e insultado na cruz pelos que passam (27,32-44), morre (27,45-56) e, por fim, é sepultado num túmulo, que fica sob a guarda dos soldados (27,57-66)
Do tumulo à Galileia – No Sábado, as mulheres vão visitar o túmulo de Jesus e um anjo anuncia-lhes que o Jesus ressuscitou e dá-lhes a missão de anunciar aos discípulos para regressarem a Galileia, pois (28,1-7). Os sumos sacerdotes continuam incrédulos e subornam os soldados para dizer que roubaram o corpo (28,11-15). Na Galileia, Cristo, ressuscitado, aparece aos onze discípulos e dá-lhes a missão de fazer discípulos, baptizar e ensinar o Evangelho. Há uma promessa da presença de Jesus Cristo de estar «convosco até ao fim dos tempos» (28.16-20)
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