sábado, 10 de outubro de 2009

Telling e Showing em Lc 7, 36-48

Showing
36Um fariseu convidou-o para comer consigo. Entrou em casa do fariseu, e pôs-se à mesa. 37Ora certa mulher, conhecida naquela cidade como pecadora, ao saber que Ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um frasco de alabastro com perfume. 38Colocando-se por detrás dele e chorando, começou a banhar-lhe os pés com lágrimas; enxugava-os com os cabelos e beijava-os, ungindo-os com perfume. 39Vendo isto, o fariseu que o convidara disse para consigo: «Se este homem fosse profeta, saberia quem é e de que espécie é a mulher que lhe está a tocar, porque é uma pecadora!»

Telling
40Então, Jesus disse-lhe: «Simão, tenho uma coisa para te dizer.» «Fala, Mestre» - respondeu ele. 41«Um prestamista tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários e o outro cinquenta. 42Não tendo eles com que pagar, perdoou aos dois. Qual deles o amará mais?» 43Simão respondeu: «Aquele a quem perdoou mais, creio eu.» Jesus disse-lhe: «Julgaste bem.» 44E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: «Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não me deste água para os pés; ela, porém, banhou-me os pés com as suas lágrimas e enxugou-os com os seus cabelos. 45Não me deste um ósculo; mas ela, desde que entrou, não deixou de beijar-me os pés. 46Não me ungiste a cabeça com óleo, e ela ungiu-me os pés com perfume. 47Por isso, digo-te que lhe são perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas àquele a quem pouco se perdoa pouco ama.» 48Depois, disse à mulher: «Os teus pecados estão perdoados.»

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Anacronica

1. - Anacronica – modelações do tempo


1.1 – Analepse


Mt 12 - 1Em certa ocasião, Jesus passava, num dia de sábado, através das searas. Os seus discípulos, que tinham fome, começaram a arrancar espigas e a comê-las. 2Ao verem isso, os fariseus disseram-lhe: «Aí estão os teus discípulos a fazer o que não é permitido ao sábado!» 3Mas Ele respondeu-lhes: «Não lestes o que fez David, quando sentiu fome, ele e os que estavam com ele? 4Como entrou na casa de Deus e comeu os pães da oferenda, que não lhe era permitido comer, nem aos que estavam com ele, mas unicamente aos sacerdotes? 5E nunca lestes na Lei que, ao sábado, no templo, os sacerdotes violam o sábado e ficam sem culpa? 6Ora, Eu digo-vos que aqui está quem é maior que o templo. 7E, se compreendêsseis o que significa: Prefiro a misericórdia ao sacrifício, não teríeis condenado estes que não têm culpa. 8O Filho do Homem até do sábado é Senhor.»


1.2 – Prolepse



Mc 21, 12Jesus entrou no templo e expulsou dali todos os que nele vendiam e compravam. Derrubou as mesas dos cambistas e as bancas dos vendedores de pombas, dizendo-lhes: 13«Está escrito: A minha casa há-de chamar-se casa de oração, mas vós fazeis dela um covil de ladrões.»




1.3 – Analepse e Prolepse




Mt1- 22Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: 23Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho (Analepse) ; e hão-de chamá-lo Emanuel, que quer dizer: Deus connosco.(Prolepse)

Focalização

1. Focalização

1.1. Externa – característica da pessoa que o leitor pode ver;


«Lc 5, 27-29 Depois disto, Jesus saiu e viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado no posto de cobrança. Disse-lhe: «Segue-me.» E ele, deixando tudo, levantou-se e seguiu-o. Levi ofereceu-lhe, em sua casa, um grande banquete.»


1.2. Interna – acesso a interioridade do personagem (narrado por um narrador omnisciente);


«Lc 5, 30 - Os fariseus e os doutores da Lei murmuravam, dizendo aos discípulos: «Porque comeis e bebeis com os cobradores de impostos e com os pecadores?»


1.3. Zero – passar ao leitor informações que não temos acesso; faz revelações sobre o personagem que ascende a própria cena; passar informações sobre o personagem que o leitor não podia captar;



«Lc 19, 1 Tendo entrado em Jericó, Jesus atravessava a cidade. 2Vivia ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe de cobradores de impostos. 3Procurava ver Jesus e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura. 4Correndo à frente, subiu a um sicómoro para o ver, porque Ele devia passar por ali.»



Telling e Showing

Showing

Telling

Lc 4,

33-35

33Encontrava-se na sinagoga um homem que tinha um espírito demoníaco, o qual se pôs a bradar em alta voz:

35b O demónio, arremessando o homem para o meio da assistência, saiu dele sem lhe fazer mal algum.

34«Ah! Que tens que ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos arruinar? Sei quem Tu és: o Santo de Deus!»

35a Jesus ordenou-lhe: «Cala-te e sai desse homem!»

Mt 8, 23-27

23Depois subiu para o barco e os discípulos seguiram-no. 24Levantou-se, então, no mar, uma tempestade tão violenta, que as ondas cobriam o barco; entretanto, Jesus dormia. 25a Aproximando-se dele, os discípulos despertaram-no, dizendo-lhe:

26 b Então, levantando-se, falou imperiosamente aos ventos e ao mar, e sobreveio uma grande calma.

27a Os homens, admirados, diziam:

25b «Senhor, salva-nos, que perecemos!» 26a Disse-lhes Ele: «Porque temeis, homens de pouca fé?»

27b «Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?»

Mc 10, 13-16

13 Apresentaram-lhe uns pequeninos para que Ele os tocasse; mas os discípulos repreenderam os que os haviam trazido. 14a Vendo isto, Jesus indignou-se e disse-lhes:

16Depois, tomou-os nos braços e abençoou-os, impondo-lhes as mãos.

14b«Deixai vir a mim os pequeninos e não os afasteis, porque o Reino de Deus pertence aos que são como eles. 15Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como um pequenino, não entrará nele.»

Personagens

Personagens da

Parábola do Filho Pródigo (Lc 15, 11ss)

Pai

Redonda – alguém que concede liberdade ao filho e que depois se enche de misericórdia.

Filho mais velho

Plano – personagens que nunca mudam à não se transformam; sabemos o que é no inicio e continuam até ao fim).

Filho mais novo

Redonda – evolui na narração (saber, aberto, altera-se, grandes vivencias, acontecem muitas peripécias, etc…).

Empregados

Figurantes

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

ESQUEMA QUINÁRIO DA INTRIGA E SUA APLICAÇÃO A
Mc 6, 45-53 & Mt 14, 22-34
Mc 6, 45-53
1 - Situação Inicial: "Jesus obrigou logo os sues discípulos a subirem para o barco e a irem à frente, para o outro lado, rumo a Betsaida, enquanto Ele próprio despedia a multidão. Depois de os ter despedido, foi orar para um monte. Era já noite, o barco estava no meio do mar e Ele sozinho em terra." (45-47);
2 - Enlace: "Vendo-os cansados de remar, porque o vcento lhes era contrário, foi ter com eles de madrugada, andando sobre o mar; e fez menção de passar adiante. Mas, vendo-o andar sobre o mar, julgaram que fosse um fantasma e começaram a gritar, pois todos o viram e se assustaram." (48-58a);
3 - Transforação: "Mas Ele logo lhes falou: "Tranquilizai-vos, sou Eu; não temais!" " (50b);
4 - Desenlace: "A seguir, subiu para o barco, para junto deles, e o vento amainou. E sentiram um enorme espanto, pois ainda não tinham entendido o que se dera com os pães: tinham o coração endurecido." (51-52);
5 - Situação Final: "Finda a travessia, aproximaram-se de Genesaré e aportaram." (53).
Mt 14, 22-34
1 - Situação Inicial: "Depois, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia a multidão. Logo que se despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só. O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário." (22-24);
2 - Enlace: "De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: "É um fantasma!" E gritaram com medo." (25-26);
3 - Transformação: "No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: "Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!" Pedro respondeu-lhe: "Se és Tu Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas." "Vem" - disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: "Salva-me Senhor!" Imediatamente, Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: "Homem de pouca fé, porque duvidaste?" " (27-31);
4 - Desenlace: "E, quando entraram no barco, o vento amainou. Os que se encontravam no barco prostraram-se diante de Jesus, dizendo: "Tu és realmente o Filho de Deus!" " (32-33);
5 - Situação Final: "Após a travessia, pisaram terra em Genesaré." (34).
GONÇALO P. DINIZ
26 Set. 2009
EXEMPLOS DE "TELLING" E DE "SHOWING" NOS SINÓPTICOS
"Telling" (dizer) e "showing" (mostrar) são dois modos de exposição propostos por J. Warren Beach.
O narrador pode apresentar uma personagem dizendo aquilo que é ("telling") ou mostrando aquilo aquilo que faz ("showing" - modo dramático). No primeiro caso, o personagem é construído por aquilo que diz; no segundo caso, o personagem é construído por aquilo que faz.
No cato da narração, o modo de narração mais próximo do "showing" é a do discurso relacionado com ... (discours rapporté) - estilo directo. Exº: "Ele dizia: "Estou só."". Mesmo entre parêntesis, a presença do narrador na formulação não deixa de ser muito forte.
O modo mais distante, por assim dizer, corresponde ao estilo contado (discours raconté). Exº: "Ele xprimia toda a sua triteza e amargura". Trata-se de um estilo indirecto, mais próximo do "telling".
Finalmente, um modo intermediário é o do discurso transposto (discours transposé). Exº: "Ele dizia que se sentia só".
Alguns Exemplos
"Telling":
- Mt 12, 3-8 (Jesus construído por aquilo que diz a respeito do Sábado, que relativiza);
- Mc 8, 29 (Pedro descreve Jesus dizendo aquilo que Ele é: o "Messias");
- Lc 19, 8 (o publicano Zaqueu é construído pelas palavras de arrependimento e conversão que expressa a Jesus).
"Showing":
- Mt 8, 14-15 (cura da sogra de Pedro; personagem é Jesus, que é descrita curando);
- Mc 7, 24-30 (personagem retratada é a mulher siro-fenícia e mostra a fé de uma estrangeira);
Lc 22, 54-62 (a personagem Pedro é descrita através das suas três negações de que conhecia Jesus).
GONÇALO P. DINIZ
02 Out. 2009

Micro-Relato e Sequência

IDENTIFICAR NO EVANGELHO UM "MICRO-RELATO" E UMA "SEQUÊNCIA"
"Micro-Relato"
Escolhemos, como exemplo de um micro-relato, o episódio da execução de João Baptista (Mc 6, 17-29).
Com efeito, neste relato conjugam-se os cinco critérios cumulativos que nos permitem identificar um micro-relato, a saber: o tempo, o espaço, as personagens, o tema /intriga e, finalmente, o género literário.
No caso em apreço, a indicação do tempo é-nos dada, ainda que de forma vaga, fazendo-se menção ao dia de anoiversário do rei Heodes.
O espaço será certamente um dos palácios do sobredito rei, porquanto a trama se desenrola no âmbito de um banquete real oferecido aos grandes dignitários da Galileia.
Também neste relato se distinguem novas personagens, que fazem o seu debute na narrativa, destacando-se, naturalmente, Herodíade e sua filha.
O tema/intriga consubstancia-se num ardil montado por Herodíade contra João Baptista, ao abusar de uma precipitação irreflectida do rei Herodes, no seguimento da dança da filha de Herodíade.
Finalmente, o género literário aqui pesente parece consubstanciar uma mescla de relato histórico-narrativo com romance histórico.

"Sequência"
Os micro-relatos, que por sua vez se subdividem em quadros ou cenas, estão conectados entre si por uma espécie de fios condutores, fios estes que, pela sua intensidade e sistematicidade, podem representar as aludidas micro-unidades numa verdadeira sequência narrativa.
Quer-nos parecer que podemos encontrar um exemplo de seuência em Mc 1, 1-13, a propósito do relato de preparação do ministério público de Jesus.
De facto, podemos aqui falar de sequência porquanto se conjugam, lógica e cronologicamente, vários micro-relatos, a saber: a pregação de João Baptista (1, 1-8); o Baptismo de Jesus (1, 9-11); e a tentação de Jesus no deserto (1, 12-13).
GONÇALO P. DINIZ
26 Set. 2009
Lc 19 1-10
Zaqueu, cobrador de impostos

1Tendo entrado em Jericó, Jesus atravessava a cidade. 2Vivia ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe de cobradores de impostos. 3Procurava ver Jesus e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura. 4Correndo à frente, subiu a um sicómoro para o ver, porque Ele devia passar por ali. 5Quando chegou àquele local, Jesus levantou os olhos e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa.»6Ele desceu imediatamente e acolheu Jesus, cheio de alegria. 7Ao verem aquilo, murmuravam todos entre si, dizendo que tinha ido hospedar-se em casa de um pecador.8Zaqueu, de pé, disse ao Senhor: «Senhor, vou dar metade dos meus bens aos pobres e, se defraudei alguém em qualquer coisa, vou restituir-lhe quatro vezes mais.» 9Jesus disse-lhe: «Hoje veio a salvação a esta casa, por este ser também filho de Abraão; 10pois, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.»

Showing
Telling

Duarte Andrade e Sousa

O desnvolvimento do Telling e Showing

Telling e Showing

Cura de um leproso
Lc 5, 12-15
12Encontrando-se Jesus numa das cidades, apareceu um homem coberto de lepra. Ao ver Jesus, caiu com a face por terra e dirigiu-lhe esta súplica: «Senhor, se quiseres, podes purificar-me.»

Aqui temos claramente um exemplo de Telling, por aquilo que se diz. Jesus encontra-se num localç onde vai acontecer algo.

13Jesus estendeu a mão e tocou-lhe, dizendo: «Quero, fica purificado.» E imediatamente a lepra o deixou. 14Ordenou-lhe, então, que a ninguém o dissesse; no entanto, acrescentou: «Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que Moisés ordenou, para lhe servir de prova.»

Aqui temos um exemplo de Showing, pelo gesto que Jesusfaz, ou seja, curando o leproso.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

S. Bruno, aquele que soube ouvir a Palavra de Deus no silêncio e na oração

S. Bruno

aquele que soube ouvir a Palavra de Deus no silêncio e na oração



(fonte:http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/album/images/Monge%20a%20ler%20-%20Rembrandt.jpg)

Regra de São Bruno


" Cristo, Palavra do Pai, por mediação do Espírito Santo, elegeu desde o princípio alguns homens, a quem levou à solidão para uni-los a si em íntimo amor." (Estatutos, Prólogo)

"[...] desde sempre, com o auxílio do Espírito Santo, Cristo, Verbo do Pai, escolheu homens para que vivam em solidão e se unam a Ele por um amor íntimo." Estatutos 1.1

Aquele que persevera firme na cela e por ela é formado, tende a que todo o conjunto de sua vida se unifique e converta numa constante oração. Mas não poderá entrar neste repouso sem ter-se exercitado no esforço de duro combate, já pelas austeridades nas que se mantém por familiaridade com a cruz, já pelas visitas do Senhor mediante as quais o prova como ouro no crisol. Assim, purificado pela paciência, consolado e robustecido pela assídua meditação das Escrituras, e introduzido no profundo de seu coração pela graça do Espírito, poderá já não só servir a Deus, senão também unir-se a Ele. (Estatutos 3, 2)


Importância da lectio divina

Deus nos fala através da Bíblia. É por isto que o monge medite assiduamente as Santas Escrituras até que se convertem numa parte de seu ser. Através da lectio divina, ou leitura orante da Palavra de Deus consignada na Bíblia, ele entra em comunhão com Cristo e o Cristo lhe leva a conhecer ao Pai.

«Se alguém me ama, guardará minha palavra e meu Pai o amará e viremos a ele e poremos nele nossa morada» (Jo 14,23).

Como Maria, que conservava cuidadosamente suas recordações e as meditava em seu coração, o monge se submerge na Palavra de Deus à escuta do que o Espírito quer comunicar-lhe hoje.

Na cela, além de recitar o ofício de tércia, o monge conversa e consagra cerca de meia hora à lectio divina a fim de poder viver da Palavra de Deus ao longo de todo o dia.

Fonte: http://www.chartreux.org



Imagem São Bruno


(http://www.wga.hu/art/p/pereyra/sanbruno.jpg)

Website sobre a Tradição e Diferenças entre a Bíblia Católica e a Protestante

Grupo de Estudantes Católicos da Frente Universitária Lepanto

Site: http://www.lepanto.com.br/dados/ApBiblia.html#Difer

Sequência e Micro-relato

Exemplo da Paixão de Jesus Cristo em São Lucas (Lc 22-23)

Tomei este exemplo por considerar que esta sequência narrativa estar repleta de Micro-relatos. Darei, assim, alguns exemplos de micro-relatos contidos nesta sequência:
1-Traição de Judas: Lc 22, 3-6.21-23.
2-Última ceia: Lc 22, 7-20.
3-Oração de Jesus no Horto das Oliveiras: Lc 22, 39-46.
4-Negações de Pedro: Lc 22, 54-62.
5-Jesus no Tribunal: Lc 22, 66-71 (Tribunal judaico); Lc 23, 1-5 (Tribunal Romano)
6-Jesus a Caminho do Calvário: Lc 23, 26-32
7-Crucificção de Jesus: Lc 23, 33-43
8-Morte de Jesus: Lc 23, 44-49.
9-Sepultamento de Jesus: Lc 23, 50-56.

Showing e Telling

Exemplo de Showing: Fuga para o Egipto (Mc 2, 13-15)

13Depois de partirem, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egipto e fica lá até que eu te avise, pois Herodes procurará o menino para o matar.» 14E ele levantou-se de noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egipto, 15permanecendo ali até à morte de Herodes. Assim se cumpriu o que o Senhor anunciou pelo profeta: Do Egipto chamei o meu filho.


Exemplo de Telling: Genealogia de Jesus (Mc 1, 1-17)

1Genealogia de Jesus Cristo, filho de David, filho de Abraão: 2Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacob; Jacob gerou Judá e seus irmãos; 3Judá gerou, de Tamar, Peres e Zera; Peres gerou Hesron; Hesron gerou Rame; 4Rame gerou Aminadab; Aminadab gerou Nachon; Nachon gerou Salmon; 5Salmon gerou, de Raab, Booz; Booz gerou, de Rute, Obed; Obed gerou Jessé; 6Jessé gerou o rei David. David, da mulher de Urias, gerou Salomão; 7Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; 8Asa gerou Josafat; Josafat gerou Jorão; Jorão gerou Uzias; 9Uzias gerou Jotam; Jotam gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; 10Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias; 11Josias gerou Jeconias e seus irmãos, na época da deportação para Babilónia. 12Depois da deportação para Babilónia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; 13Zorobabel gerou Abiud. Abiud gerou Eliaquim; Eliaquim gerou Azur; 14Azur gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud; 15Eliud gerou Eleázar; Eleázar gerou Matan; Matan gerou Jacob. 16Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama Cristo. 17Assim, o número total das gerações é, desde Abraão até David, catorze; de David até ao exílio da Babilónia, catorze; e, desde o exílio da Babilónia até Cristo, catorze.