sexta-feira, 30 de outubro de 2009

«Repetitio est mater studiorum»

Na última aula falámos sobre várias técnicas de narrativa, em particular a repetição, lembram‑se? Chegando a Mc 322 – 27, o professor perguntou-nos, para que acontecimento, de ponto de vista analéptico, estes versos remetiam. Talvez se lembrem que ninguém de nós sabia (ou, se calhar, alguém sabia, mas não queria dizer). Eu, sinceramente, também não sabia. Agora, porém, lendo o evangelho de Mc segundo o desejo do nosso professor (e também por causa daquele exame), permito-me de desacordar com a resposta que nos foi dada, quer dizer, que estes versos remetem para a tentação de Jesus no deserto (Mc 113: E ali esteve no deserto quarenta dias, tentado por Satanás.). Parece-me mais provável que remetam para Mc 127: E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois com autoridade ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!

Bom estudo a todos!

Esquema das seis partes das curas

Cura de um surdo-mudo - Mc 7, 31-37

1º momento (encontro com Jesus)
31Tornando a sair da região de Tiro, veio por Sídon para o mar da Galileia, atravessando o território da Decápole. 32Trouxeram-lhe um surdo tartamudo

2º momento (petição)
rogaram-lhe que impusesse as mãos sobre ele.

3º momento (obstáculo)
33Afastando-se com ele da multidão

4º momento (palavra de Jesus)
Jesus meteu-lhe os dedos nos ouvidos e fez saliva com que lhe tocou a língua. 34Erguendo depois os olhos ao céu, suspirou dizendo: «Effathá», que quer dizer «abre-te.»

5º momento (efeito)
35Logo os ouvidos se lhe abriram, soltou-se a prisão da língua e falava correctamente. 36Jesus mandou-lhes que a ninguém revelassem o sucedido; mas quanto mais lho recomendava, mais eles o apregoavam.

6º momento (reacção)
37No auge do assombro, diziam: «Faz tudo bem feito: faz ouvir os surdos e falar os mudos.»

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Esquema em 6 partes nos relatos de cura, milagres e exorcismos de Jesus, em Marcos

Exemplo escolhido: Mc 7, 31-37 (Cura de um surdo-mudo)

1ª Parte: Encontro com Jesus - Apresentam a Jesus um surdo tartamudo: "Trouxeram-lhe um surdo tartamudo" (32a);

2ª Parte: Petição - Está implícito um pedido de cura por parte de Jesus: "e rogaram-lhe que impusesse as mãos sobre ele." (32b);

3ª Parte: Obstáculo a vencer - Entretanto, Jesus já se via rodeado por muita gente, entre devotos e simples curiosos, o que estorvava a sua acção taumatúrgica e o seu desejo concreto de discrição. Por isso, decide-se afastar com o enfermo: "Afastando-se com ele da multidão" (33a);

4ª Parte: A palavra/toque/encontro com Jesus - No caso em apreço, Jesus toca efectivamente nos órgãos sensoriais enfermos, ao mesmo tempo que profere uma palavra libertadora - "Effathá" - enquanto erguia os olhos ao céu. Estamos aqui diante de um verdadeiro gesto sacramental. Vejamos: "Jesus meteu-lhe os dedos nos ouvidos e fez saliva com que lhe tocou a língua. Erguendo depois os olhos ao céu, suspirou dizendo: 'Effathá', que quer dizer 'abre-te'." (33b-34);

5ª Parte: Efeito - O efeito verificado imediatamente foi o da cura completa: "Logo os ouvidos se lhe abriram, soltou-se a prisão da língua e falava correctamente." (35);

6ª Parte: Reacção dos presentes - Apesar de se ter afastado da multidão, acompanharam a Jesus algumas pessoas para além do miraculado, pois Jesus fala no plural. A reacção dos que presenciaram esta cura miraculosa caracteriza-se pelo assombro, estupefacção e alegria incontida: "... mais eles o apregoavam. No auge do assombro, diziam: 'Faz tudo bem feito: faz ouvir os surdos e falar os mudos'." (36b-37).

Gonçalo P. Diniz

Esquema de curas e milagres aplicado a Mc 9, 14-29

O jovem epiléptico

1º momento (encontro com Jesus)
14Ia ter com os seus discípulos, quando viu em torno deles uma grande multidão e uns doutores da Lei a discutirem com eles. 15Assim que viu Jesus, toda a multidão ficou surpreendida e acorreu a saudá-lo.

2º momento (petição)
16Ele perguntou: «Que estais a discutir uns com os outros?» 17Alguém de entre a multidão disse-lhe: «Mestre, trouxe-te o meu filho que tem um espírito mudo. 18Quando se apodera dele, atira-o ao chão, e ele põe-se a espumar, a ranger os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não conseguiram.»

3º momento (obstáculo)
19Disse Jesus: «Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos hei-de suportar? Trazei-mo cá.» 20E levaram-lho. Ao ver Jesus, logo o espírito sacudiu violentamente o jovem, e este, caindo por terra, começou a estrebuchar, deitando espuma pela boca. 21Jesus perguntou ao pai: «Há quanto tempo lhe sucede isto?» Respondeu: «Desde a infância; 22e muitas vezes o tem lançado ao fogo e à água, para o matar. Mas, se podes alguma coisa, socorre-nos, tem compaixão de nós.» 23«Se podes...! Tudo é possível a quem crê», disse-lhe Jesus. 24Imediatamente o pai do jovem disse em altos brados: «Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!»

4º momento (palavra de Jesus)
25Vendo, Jesus, que acorria muita gente, ameaçou o espírito maligno, dizendo: «Espírito mudo e surdo, ordeno-te: sai do jovem e não voltes a entrar nele.» 26Dando um grande grito e sacudindo-o violentamente, saiu.

5º momento (efeito)
O jovem ficou como morto, a ponto de a maioria dizer que tinha morrido. 27Mas, tomando-o pela mão, Jesus levantou-o, e ele pôs-se de pé.

6º momento (reacção)
28Quando Jesus entrou em casa, os discípulos perguntaram-lhe em particular: «Porque é que nós não pudemos expulsá-lo?» 29Respondeu: «Esta casta de espíritos só pode ser expulsa à força de oração.»

Esquema das seis partes

A tempestade acalmada

35Naquele dia, ao entardecer, disse: «Passemos para a outra margem.» 36Afastando-se da multidão, levaram-no consigo, no barco onde estava; e havia outras embarcações com Ele. 37Desencadeou-se, então, um grande turbilhão de vento, e as ondas arrojavam-se contra o barco, de forma que este já estava quase cheio de água. 38Jesus, à popa, dormia sobre uma almofada. 39Acordaram-no e disseram-lhe: «Mestre, não te importas que pereçamos?» Ele, despertando, falou imperiosamente ao vento e disse ao mar: «Cala-te, acalma-te!» O vento serenou e fez-se grande calma. 40Depois disse-lhes: «Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» 41E sentiram um grande temor e diziam uns aos outros: «Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?».

Esquema das seis partes:

1ª Parte: “Afastando-se da multidão, levaram-no consigo, no barco onde estava; e havia outras embarcações com Ele.”
Nesta parte os discípulos e outros homens que estavam presentes seguem Jesus para a outra margem.

2ª Parte: “Acordaram-no e disseram-lhe: «Mestre, não te importas que pereçamos?”
Nesta segunda parte os discípulos acordem Jesus e pedem-lhe para aclamar as águas.

3ª Parte: “Desencadeou-se, então, um grande turbilhão de vento, e as ondas arrojavam-se contra o barco, de forma que este já estava quase cheio de água”.
Nesta parte temos a tempestade que é o obstáculo a vencer.

4ª Parte: “Ele, despertando, falou imperiosamente ao vento e disse ao mar: «Cala-te, acalma-te!»”.
Nesta parte temos a intervenção de Jesus pela palavra. A Sua palavra é poderosa.

5ª Parte: “O vento serenou e fez-se grande calma.”
Nesta parte temos a realização da palavra de Jesus. Ela produz efeito, ao ponto de fazer o vento acalmar.

6ª Parte: “E sentiram um grande temor e diziam uns aos outros: «Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?»”
Nesta parte temos a reacção dos presentes, que na maior parte das vezes não entendem aquilo que Jesus faz pelas suas palavras ou gestos.

A divisão do Evangelho nestas seis partes faz com que o leitor se interrogue acerca do milagre realizado por Jesus e também o porque dos próprios discípulos não o terem entendido. Notamos que o modo como Jesus actua é imprevisível. Momentos antes “Jesus, à popa, dormia sobre uma almofada” e segundos depois actuava acalmando o vento.

MC. 7, 32-37 - Exemplificação dos momentos em que se desenvolvem as curas, exorcismos e milagres.

1º momento: trouxeram-lhe o surdo-gago, isto é, aproximaram-no de Jesus (v. 32a).
2º momento: porque rogara que Jesus impusesse as mãos sobre ele, isto é, que o curasse (v. 32b).
3º momento: seria o obstáculo. Contudo aqui parece não existir, a não ser que entendamos que Jesus se afastou com o curando da multidão para facilitar a sua acção (v. 33a).
4º momento: o toque de Jesus no surdo-gago. Aqui mais do que toque, e também palavra, pois que Jesus meteu-lhe os dedos nos ouvidos, fez saliva com que lhe tocou a língua e erguendo depois os olhos ao céu, suspirou, dizendo-lhe: "Effathá, que quer dizer, abre-te." (v. 33b e 34).
5º momento: o efeito, isto é, a cura. Os ouvidos abriram-se-lhe em seguida, soltou-se-lhe a prisão da língua, e começou a falar correctamente (v. 35).
6º momento: a reacção dos presentes. Apregoaram o que ocorrera (não obstante Jesus os ter advertido para que o não fizessem) e cheios de admiração diziam: "Tudo fez admiravelmente. Fez ouvir os surdos e falar os mudos." (v. 36 e 37).
***
Presentes, portanto: a aproximação; o pedido; o obstáculo(?); o encontro; o efeito; a reacção do público.

Esquema de Mc 1, 40 – 45: cura de um leproso

1. aproximação = v. 40

2. pedido = v. 40

3. obstáculo = não há

4. palavra/toque = v. 41

5. efeito = v. 42

6. reacção = v. 45b

Cura de um paralítico em Marcos

Mc 2, 1-12

Cura de um paralítico. Perdão dos pecados - 1Dias depois, tendo Jesus voltado a Cafarnaúm, ouviu-se dizer que estava em casa. 2Juntou-se tanta gente que nem mesmo à volta da porta havia lugar, e anunciava-lhes a Palavra. 3Vieram, então, trazer-lhe um paralítico, transportado por quatro homens. 4Como não podiam aproximar-se por causa da multidão, descobriram o tecto no sítio onde Ele estava, fizeram uma abertura e desceram o catre em que jazia o paralítico. 5Vendo Jesus a fé daqueles homens, disse ao paralítico: «Filho, os teus pecados estão perdoados.» 6Ora estavam lá sentados alguns doutores da Lei que discorriam em seus corações: 7«Porque fala este assim? Blasfema! Quem pode perdoar pecados senão Deus?» 8Jesus percebeu logo, em seu íntimo, que eles assim discorriam; e disse-lhes: «Porque discorreis assim em vossos corações? 9Que é mais fácil? Dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te, pega no teu catre e anda’? 10Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar os pecados, 11Eu te ordeno - disse ao paralítico: levanta-te, pega no teu catre e vai para tua casa.» 12Ele levantou-se e, pegando logo no catre, saiu à vista de todos, de modo que todos se maravilhavam e glorificavam a Deus, dizendo: «Nunca vimos coisa assim!»


O doente abeira-se de Jesus (v 3)

É feita uma petição/pedido (v 3 – não há pedido explícito)

Um obstáculo a vencer, a prova. (v 4)

A palavra ou o toque de Jesus (v 5 e 10-11)

A produção de um efeito (v 12a)

A reacção dos presentes (v 12b)

Duarte Andrade e Sousa


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Showing e telling nos Evangelhos - Mt 8, 1-4

Ao descer do monte, seguia-o uma enorme multidão. Foi, então, abordado por um leproso que se prostrou diante dele, dizendo-lhe: «Senhor, se quiseres, podes purificar
-me.»
Jesus estendeu a mão e tocou-o, dizendo: «Quero, fica purificado!» No mesmo instante, ficou purificado da lepra.
Jesus, porém, disse-lhe: «Vê, não o digas a ninguém; mas vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés preceituou, para que lhes sirva de testemunho.»

Showing
Telling

Identificação do esquema-tipo de milagre em Mc 2, 1-12

[O DOENTE APROXIMA-SE DE JESUS]


«1Dias depois, tendo Jesus voltado a Cafarnaúm, ouviu-se dizer que estava em CASA. 2Juntou-se tanta gente que nem mesmo à volta da porta havia lugar, e anunciava-lhes a Palavra. 3Vieram, então, trazer-lhe um paralítico, transportado por quatro homens»


> Jesus está a pregar e vai curar dentro de casa, que está abarrotar de pessoas.

> O doente não pode andar e é transportado até a presença de Deus. Manifesta-se, assim, o desejo do doente em se deixar curar por Jesus.

> Jesus, pela Palavra, evangeliza a multidão e, por ela, cura o paralítico.



[OBSTÁCULO]


«4Como não podiam aproximar-se por causa da MULTIDÃO, descobriram o tecto no sítio onde Ele estava, fizeram uma abertura e desceram o catre em que jazia o paralítico.»


>Há um obstáculo para vencer para chegar a Jesus é a grande massa de pessoas. Este obstáculo é vencido.



[PALAVRA DE JESUS, QUE CURA]


«5Vendo Jesus a fé daqueles homens, disse ao paralítico: «Filho, os teus pecados estão perdoados.»


[REACÇÃO DOS PRESENTES]


«6Ora estavam lá sentados alguns doutores da Lei que discorriam em seus corações: 7«Porque fala este assim? Blasfema! Quem pode perdoar pecados senão Deus?» 8Jesus percebeu logo, em seu íntimo, que eles assim discorriam; e disse-lhes: «Porque discorreis assim em vossos corações? 9Que é mais fácil? Dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te, pega no teu catre e anda’? 10Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar os pecados,»



[EFEITO – A PALAVRA DE JESUS TEM UM EFEITO]


«11Eu te ordeno - disse ao paralítico: levanta-te, pega no teu catre e vai para tua casa.» 12Ele levantou-se e, pegando logo no catre, saiu à vista de todos, de modo que todos se maravilhavam e glorificavam a Deus, dizendo: «Nunca vimos coisa assim!»

Exemplo do esquema das curas e exorcismo em Marcos - Mc 7, 32-37

1. O doente aproxima-se de Jesus: «(32) Trouxeram-lhe um surdo tartamudo»
2. O doente faz uma petição: «e rogaram-lhe que impusesse as mãos sobre ele.»
3. Surge um obstáculo: «(33) Afastando-se com ele da multidão,
4. Jesus toca, dá-se o encontro com Jesus: «Jesus meteu-lhe os dedos nos ouvidos e fez saliva com que lhe tocou a língua. (34) Erguendo depois os olhos ao céu, suspirou dizendo: «Effathá», que quer dizer «abre-te.»
5. A acção de Jesus tem o seu efeito: «(35) Logo os ouvidos se lhe abriram, soltou-se a prisão da língua e falava correctamente. (36) Jesus mandou-lhes que a ninguém revelassem o sucedido;
6. Reacção dos presentes: «mas quanto mais lho recomendava, mais eles o apregoavam. (37) No auge do assombro, diziam: «Faz tudo bem feito: faz ouvir os surdos e falar os mudos.»

Esquema utilizado em cenas de cura

Marcos 2, 3-12
1º aproximação: "Vieram então trazer-lhe um paralítico, transportado por quatro homens"
2º petição: ????? aqui tenho dúvidas. Pode ser uma acção?
3º dificuldades: "como não podiam levá-lo à presença de Jesus devido à multidão"
4º a transformação: " Meu filho os teus pecados são-te perdoados"
5º Efeito da palavra: " No mesmo instante pôs-e de pé e, pegando no seu catre, saiu à vista de todos"
6º Reacção dos presentes: "...de sorte que todos se maravilharam e glorificaram a Deus, dizendo: Nunca vimos coisa assim" .
Bom trabalho a todos
Mafalda Videira

Identificação do esquema-tipo de milagre em Mc 7, 24-30 (cura da filha da mulher siro-fenícia)

Contextualização:
«24Saindo dali, foi para o território de Tiro. Entrou numa casa e não queria que ninguém soubesse, mas não conseguiu permanecer oculto.»
O doente é apresentado a Jesus:
«25Pois logo em seguida, uma mulher cuja filha tinha um espírito impuro ouviu falar dele, veio e atirou-se a seus pés.»
Petição feita em favor do doente:
«26A mulher era grega, siro-fenícia de nascimento, e lhe rogava que expulsasse o demónio para fora da sua filha.»
Obstáculo ao milagre:
«27Ele dizia: “Deixa que primeiro os filhos se saciem porque não é bom tirar o pão dos filhos e atirá-lo aos cachorrinhos”. 28“É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos comem, debaixo da mesa, as migalhas dos filhos!”
A Palavra de Jesus:
«29E ele disse-lhe: “Pelo que disseste, vai: o demónio saiu da tua filha”.
Efeito do milagre:
«30Ela voltou para casa e encontrou a criança atirada sobre a cama. E o demónio tinha ido embora.»
Reacção da multidão:
Não é expressa neste relato. As informações dadas no v. 24 conseguem explicar porquê: o milagre ocorre dentro de uma casa, onde Jesus se encontra para se ocultar das multidões.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O Grande Debate

Vejam o grande debate bíblico que esta na praça


Temos aqui o poeta Saramago e o Padre Tolentino

lerante-sou-radical=f543427">http://aeiou.expresso.pt/video-saramago-eu-nao-sou-intolerante-sou-radical=f543427


Porém vejam a ideia que um «autor», que se limita a comentar um livro, tem acerca de Deus, da doutrina da Igreja, Biblia, etc...




E depois podem ver de onde vem tanta ignorância

http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1400654&seccao=Livros

É mais um livro para uma prateleira....